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Bichon Frisé – Adestra Campinas

De origem franco-belga, o Bichon Frisé é uma raça antiga, descendente do Barbet. A raça foi reconhecida oficialmente na França em 1933. Na época, como a raça era conhecida por dois nomes diferentes, “bichon” e “teneriffe”, foi proposta uma unificação. Foi então criado o nome “Bichon Frisé”, em referência ao tipo de pelagem cacheada, que o difere dos outros bichons.
Sua pelagem é branca, longa, macia e cacheada. Pode atingir o comprimento de até 10 cm em algumas partes do corpo. Os olhos são escuros, mais arredondados do que amendoados. As orelhas são caídas e bem revestidas de pêlos finos e frisados. O tamanho do Bichon Frisé não deve ultrapassar os 30 cm., medidos na altura da cernelha.

A raça possui todas as qualidades de um bom cão de apartamento. Não solta pêlos, adora a companhia da família, tem porte pequeno, e não necessita de grandes espaços. Porém, é uma raça que tem muita disposição e precisa exercitar-se regularmente. Segundo Leandro Levendosk, de São Paulo, SP, criador da raça há 4 anos,

 o bichon adapta-se com facilidade à espaços menores, mas “é importante observar que dispõe de muita energia e precisam de uma dose razoável de exercício diário”, explica.

Temperamento
É uma raça considerada sociável, inteligente e de boa adestrabilidade. Muito ativo, o bichon está sempre disposto, é alegre e brincalhão. Em casa, sempre busca por companhia. “Eles adoram carinho, e preferem permanecer ao lado dos donos”, diz Leandro.
É uma raça tranquila também em relação às crianças. Aceita bem outros animais, mas precisa manter contato com eles desde cedo. “É uma raça para conviver em família”, conclui.

A raça no Brasil
Apesar da excelente qualidade dos exemplares brasileiros, a criação da raça no Brasil não é grande nos dias de hoje. “A criação do Bichon Frisé já esteve mais forte no Brasil há 10 anos”, reconhece Leandro.
De acordo com a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia) foram registrados somente 398 exemplares no ano passado, contra mais de 1.100 registros no ano de 2000.

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Boxer – Adestra Campinas

Boxer é uma raça de cão de médio porte e pêlo curto, de cor dourada ou tigrada, de mandíbula proeminente, corpo quadrado e de porte atlético.

Histórico

O primeiro aparecimento de exemplares da raça foi em 1895, por amabilidade do Clube Alemão do São-Bernardo que permitiu, durante uma exposição monográfica da raça, a exibição de alguns exemplares de boxer. Contudo, no início não se alcançou o êxito desejado, no intuito de melhorar e popularizar a raça. Ganhou “Múhlbauers Flocki”, filho de “Tom” um buldogue branco, propriedade do Dr. Toenniessen, e da fêmea bierboxer (moderno bullenbeisser) “Alt’s Schecken”, filha de “Alt’s Flora”, uma fêmea tigrada levada para a Alemanha a partir do sul da França em 1887 por George Alt, natural de Munique. “Flocki” seria o primeiro Boxer inscrito no Livro de Origens.

Em 17 de Janeiro de 1896 seria fundado na cidade de Munique (capital da Baviera) o clube alemão da raça, o Boxer Klub Sitz Münche, e dois meses mais tarde, a 29 de Março, organizava-se a primeira exposição monográfica, actuando como juíz Elard König.

Em 1902 fixaram-se, de forma provisória, as primeiras bases raciais, sendo publicado em 1904 o primeiro Livro de Origens (Zuchbuch), registo genealógico da raça, ao mesmo tempo que surgia o “Boxer Blatter, boletim do clube onde era publicado o primeiro estalão oficial.

Durante estes anos de início na criação e selecção apareceram certas controvérsias, entre o cada vez mais numeroso grupo de aficionados, em relação à estrutura que o Boxer deveria ter: havia quem preferisse o tipo semelhante ao Bulldog clássico; outros, pelo contrário, inclinavam-se mais para o tipo do antigo Bullenbeisser; por último, havia os que aspiravam a um cão diferente, mais evoluído e elegante. Finalmente, o clube inclinou-se por esta última versão e esse foi o seu ponto de referência até aos nossos dias.

É curioso observar como a cor branca foi dominante nos primeiros anos de história da raça, altura em que o conceito de funcionalidade primava em relação a outros factores, chegando inclusivé a ser permitido que o branco ocupasse a maior parte do manto do cão com a intenção de não afastar da criação, exemplares que pudessem fornecer outra série de características interessantes. Pouco tempo depois (anos 1925 e 1926), o clube efectuou uma série de revisões no estalão e começou a tentar a sua eliminação através duma intensa selecção, meta que ainda não foi totalmente atingida pelos criadores de Boxer, uma vez que ainda continuam a nascer cachorros brancos.

Depois da Segunda Guerra Mundial, o boxer é já uma raça popular nos cinco continentes, com um altíssimo nível de criadores em países como a Alemanha, Holanda, Itália, Estados Unidos, etc. Durante este período a raça vive os seus melhores momentos, graças à homogeneidade conseguida no tipo dos exemplares. Em 1950 nasce na cidade de Strassbourg a ATIBOX (Associação Técnica Internacional do Boxer) cuja finalidade é a manutenção dum estalão morfológica e psiquicamente, belo e funcional, marcando as directrizes a seguir na criação e evolução da raça, com critérios uniformes para os diferentes países. Esta associação agrupa todos os clubes de Boxer a nível mundial e celebra anualmente uma assembleia geral na qual se encontram representados todos os seus filiados. Além disso, organiza uma exposição de beleza e um campeonato de trabalho.

Origem

Pelo menos cinco raças participaram na criação do boxer: o bullenbeisser (“mordedor de touros”), o baerenbeisser (“mordedor de ursos”), o brabanter da Bélgica, o dantziger da Polónia e o bulldog inglês.

Os bullenbeiasers (há quem o defina como a sua versão moderna) eram famosos no país germânico desde a Idade Média. Eram provenientes duma população de dogues existente na Alemanha, Bélgica, Países Baixos e no leste de França, descendentes dos chamados Cannis ursiturus, (cães de urso) e Cannis porcatoris (cães dejavali), e utilizados nessa época como cães de agarre. Foi seleccionado mais pela sua funcionalidade que pela sua beleza, uma vez que tanto era utilizado para a caça de grandes presas, como na guarda do gado bravo, assim como “espectáculos” de lutas contra os touros. Crê-se que a as suas origens poderiam estar nos mastins alemães importados da Inglaterra.

O brabante da Bélgica, tal como o dantziger, era um cão menor, ágil e rápido. De cor dourada, era utilizado como condutor nas manadas e em alguns lances de caça maior. Cortava-se-Ihes o rabo e as orelhas quando eram jovens.

E, por último, o bulldog inglês (do tipo antigo), um pouco maior e mais pesado que o Bulldog moderno, que chegou à Alemanha a partir de 1820.

Alguns historiadores e cinófilos sustentam a teoria de que presas e alãos espanhóis, tal como o dogue de Bordéus, também deram sangue para o projecto racial do boxer.

Padrão oficial

O boxer é um cão de porte médio para grande, compacto, de figura quadrada, com ossatura robusta e de pelagem curta. A musculatura é seca, poderosamente desenvolvida, modelagem nitidamente definida. Sua movimentação é enérgica, poderosa e nobre. O boxer não é rústico, pesado, muito leve, nem lhe falta substância. Seu verdadeiro nome é boxer bullenbeisser alemão.

Proporções importantes: a) Comprimento do tronco: a construção é de figura quadrada, isto é, a horizontal da cernelha e as duas verticais, uma tangenciando a ponta do ombro e a outra a ponta do ísquio, formam um quadrado. b) Profundidade de peito: o peito alcança abaixo dos cotovelos, sendo a metade de altura da cernelha. c) Comprimento da cana nasal: a proporção crânio-focinho é de 2:1; medidos o crânio do stop, canto medial do olho até o occipital e da ponta da trufa ao stop.

Cabeça e crânio: é a parte do Boxer que lhe confere o aspecto característico: bem proporcionada ao tronca sem parecer leve nem muito pesada. O focinho, o mais largo e poderoso possível. A estrutura da cabeça obedece a relação proporcional entre as medidas do focinho e as do crânio. Visto de qualquer ângulo, o focinho guarda uma proporção correta com o crânio, isto é, não pode parecer muito pequeno. A pele, normalmente, não apresenta rugas. Entretanto, com o movimento natural das orelhas, conforme cada posição, pode haver formação de rugas. Com origem na face dorsal da raiz do focinho, rugas naturais, levemente marcadas, descem simetricamente pelas faces laterais. O crânio bem modelado, isométrico, com as faces planas, sem relevo, levemente arqueado, sem ser curto, abobadado, ou plano; moderadamente largo e o occipital moderadamente pronunciado. Stop: nitidamente marcado, formado pelo frontal e a cana nasal. A cana nasal não deve ser encurtada, como no Buldogue, nem caída para a frente. O comprimento da cana nasal é igual a metade do comprimento do crânio (relação C/F=2:1). O frontal apresenta um sulco mediano, sutilmente, profundo especialmente entre os olhos. Trufa: fica um pouco mais alta, em relação à raiz, larga, preta, levemente arrebitada, com narinas largas, separadas pelo fino sulca mediano da trufa.

Focinho: bem desenvolvido nas três dimensões de maneira equilibrada. Sua forma é determinada pela: a) forma e articulação dos maxilares; b) disposição dos caninos inferiores e alinhamento das arcadas dentárias; c) maneira com que os lábios se amoldam a essa estrutura. Os caninos, de bom tamanho, são o mais afastado possível. O plano anterior do focinho é, portanto, largo, quase quadrado, formando um ângulo obtuso com a linha superior do focinho. O contorno do lábio superior pousa no contorno do inferior. O lábio inferior, no terço anterior da mandíbula, curvada para cima, não pode ultrapassar muito à frente nem, tão pouco, ocultar-se sob o lábio superior. O queixo projeta-se à frente do lábio superior, de maneira bem nítida, tanto de frente, quanto de perfil, sem por isso assemelhar-se ao do Buldogue. Tanto os incisivos inferiores, quanto a língua devem ficar ocultos, enquanto a boca estiver fechada. Os seis incisivos são bem alinhados, inclusive os incisivos pinça, entretanto, os superiores formam um leve arco, enquanto, os inferiores alinham-se em reta. Os dentes são fortes, sadios e normalmente inseridos.

A mandíbula avança em relação à maxila e assume um forma levemente encurvada para cima.

Lábios: os lábios arrematam a forma do focinho. O superior é espesso, formando um acolchoado, que preenche o espaço do prognatismo entre a arcada superior e inferior e fica apoiado nos caninos inferiores. Dentes: o Boxer é naturalmente prognata. A maxila é larga desde a raiz, mantendo, essa largura, em toda sua extensão, diminuindo muito pouco, na direção da ponta do queixo. Tanto a maxila quanto a mandíbula são muito largas na ponta do focinho. Faces: fortemente desenvolvidas, em virtude da robustez dos maxilares, sem que com isto, sejam fortemente pronunciadas em relevo saliente: apenas fundem-se ao focinho em leve curva. Olhos: marrom escuro, com a orla das pálpebras escura, de tamanho médio e inserção faceando com a superfície da pele. De expressão enérgica e inteligente, sem ficar com a expressão carrancuda, ameaçadora, penetrante. Orelhas: inserção alta, preferencialmente pequenas e espessura delgada. Em repouso, são portadas pendentes bem rentes às faces. Em atenção, voltam-se para a frente, caindo e fazendo uma dobra bem marcada. Quando operadas, são cortadas em ponta, de comprimento moderado, com o pavilhão auditivo de largura moderada e são portadas eretas.

Pescoço: com a nuca bem evidenciada, por uma curva elegante, na linha superior; de seção redonda, comprimento e largura médios; forte e musculado, pele ajustada em toda a extensão, sem ser exageradamente lassa, e sem barbela.

Tronco: de construção quadrada, compacto e membros retos. Cernelha: bem marcada. Linha superior: reta, dorso e lombo curtos, largos e bem musculosos. Garupa: levemente inclinada, larga, com tênue, quase reto, arqueamento. O osso pélvico é longo, largo, sendo mais largo nas fêmeas. Peito e antepeito: profundo, descendo ao nível dos cotovelos; e igual à metade da altura da cernelha. Antepeito bem desenvolvido. Costelas: bem arqueadas, sem ser em barril, com as articulações bem anguladas para trás. Linha inferior: descreve uma curva elegante, ligeiramente esgalgada. Lombo: curto, compacto e rígido. Cauda: de inserção mais para alta que baixa, amputada, portada acima da horizontal.

Membros anteriores: visto de frente, os membros anteriores devem ser retos e paralelos, com uma forte ossatura. Ombros: com escápula longa e inclinada, bem amoldada ao tórax, sem ser muscularmente carregado. Braços: longos, com uma forte ossatura, articulações firmes e o úmero fazendo um ângulo reto (90°) com a escápula. Cotovelos: bem ajustados, trabalhando paralelos, rente ao tórax. Antebraços: verticais, longos e fortemente musculados por musculatura seca. Carpos: fortes, bem marcados, embora sem volume. Metacarpos: curtos, quase verticais. Patas: pequenas, redondas, compactas, e almofadas plantares com a sola bem resistente.

Membros posteriores: musculatura muito forte, músculos rígidos, com relevo bem modelado. Coxas: longas e largas. Articulações coxofemorais e dos joelhos o mais fechada possível. Joelhos: com o exemplar em stay, deve tangenciar a vertical da ponta do ílio. Pernas: muito musculosas. Jarrete: forte, bem definido, com a ponta não voltada para cima e o ângulo próximo aos 140°. Metatarso: curto, pouco inclinado fazendo um ângulo com o solo de 95° – 100°. Patas: levemente mais longa que as dos anteriores, com almofadas robustas.

Movimentação: vigorosa, com muita propulsão e nobreza.

Pele: ajustada, elástica e sem rugas.

Pelagem: Pêlo: curto, duro, brilhante e bem assentado.

Cor: fulvo (dourado) ou tigrado. Dourado se apresenta em diversas tonalidades, indo do vermelho escuro ao amarelo claro; as tonalidades médias, o vermelho amarelado, são as mais características. A máscara preta. Tigrado se desenha em listas transversais, de cor escura ou preta, sobre as diversas tonalidades já descritas. O contraste entre a cor das listas e a cor base deve ser nítido. As marcas brancas não devem ser proscritas; elas podem, até mesmo, ser muito agradáveis.

Talhe: altura medida na cernelha, na vertical que passa pelo cotovelo; Machos: 57a 63 cm; Fêmeas: 53 a 59 cm.

Peso: os machos com altura em torno de 60 cm devem pesar acima de 30 quilos; as fêmeas de cerca de 56 cm, aproximadamente 25 quilos.

Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta, e penalizada na exata proporção de sua gravidade.

Classificação FCI:

Grupo 2 : Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços. Seção 2.1 : Molossos

País de origem: Alemanha Nome no país de origem: Deutcher Boxer Utilização: Guarda e companhia

Exigida prova de trabalho para o Campeonato.
Padrão Oficial da Raça Confederação Brasileira de Cinofilia – Filiada à Fédération Cynologique Internationale

Cirurgias estéticas

O corte estético das orelhas continua popular, principalmente em países como os Estados Unidos da América. O corte da cauda é feito nos primeiros dias de vida do filhote e é simples, devendo ocorrer na terceira ou quarta vértebra caudal. Em seu país de origem, ambas as amputações foram proibidas e no Brasil, em 2008, o corte de orelhas foi proibido e o de cauda considerado procedimento cirúrgico não recomendável pela Resolução 887 do Conselho Federal de Medicina Veterinária. A tendência é, com a alteração do padrão oficial da raça, que as amputações, não só em Boxers, como em outras raças, sejam uma prática aos poucos abandonada.

Potenciais problemas de saúde

Boxers são suscetíveis a tumores. Entre seus possíveis problemas de saúde também estão a displasia coxo-femural e a cardiomiopatia.

Potenciais donos de boxer podem se sentir tentados a escolher outra raça de cachorros por causa de potenciais problemas de saúde, mas devem pensar novamente e reconsiderar sua decisão.

A incidência dessas doenças é baixa, e ao se adquirir um cão de criadores idôneos, que forneçam certificados de saúde para seus exemplares, aumenta-se muito as chances de ter um animal saudável e longevo.

Spitz Alemão ou Lulu da Pomerânia – Adestra Campinas

O Spitz Alemão Anão ou Pequeno, conhecido popularmente como Lulu da Pomerânia ou simplesmente Pomerânia, é uma raça de cães muito antiga. Porém seu reconhecimento oficial é relativamente recente, remontando ao século XIX.

O que mais chama atenção na raça é certamente sua exuberante pelagem, que atinge todo o seu esplendor por volta dos 2 anos de idade, extremamente abundante e armada. A raça possui ainda olhos amendoados e orelhas pequenas e pontiagudas, lembrando a aparência de uma raposa.

História

Descendentes dos cães de puxar trenó originários da Islândia e da Lapônia, seus ancestrais foram introduzidos na Inglaterra pela Rainha Vitória, no começo do século XIX, trazidos da região da Pomerânia na Alemanha – daí o nome popular da raça. Muito difundido na Europa e nos Estados Unidos da América, este cão foi o companheiro de Mozart, em Viena, enquanto compunha. Os exemplares primitivos possuíam ossatura mais pesada, orelhas maiores e não possuíam profusão de pelos, que caracteriza a raça hoje em dia.

Pedigree de um Spitz e os ascendentes

Os primeiros spitz eram empregados como hábeis condutores de gado por seu porte grande e pesado, porém, na Inglaterra, foram criados menores e mais leves, com pelagem copiosa. Atualmente os Lulus da Pomerânia ou Pomeranian nos EUA (AKC) são chamados oficialmente pelo sistema FCI (da qual o Brasil faz parte) de Spitz Alemão Anão. Em 1995 e 1996 a CBKC não registrou nenhum exemplar da raça. A raça foi re-introduzida no Brasil no final dos anos 90 principalmente pelo canil Love Blue[1], que importou diversas matrizes dos EUA, principalmente o macho “Starfire’s Thunder Wind” (veja ascendência na imagem do pedigree ao lado). Desde 2005 a popularidade da raça vem crescendo, registrando-se cada vez mais exemplares ao ano pela CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia).

Outras informações

O Spitz Alemão Anão/Pequeno precisa de cuidados para que a pelagem seja mantida em boas condições, mas nada que simples escovadelas 2x na semana não resolvam. O único cuidado é que a escova deve ser de aço, com cerdas retas e sem pinos nas pontas. As de cerdas retorcidas de Poodle não são indicadas, pois retiram muito sub-pelo impedindo a pelagem de armar.

Mesmo os banhos não precisam ser frequentes, bastando um a cada 40 dias para mante-los limpos e bonitos.

São extremamente dóceis por isso mesmo são considerados cães de companhia (Grupo 5 da FCI). Quanto ao temperamento, é um cão muito dócil, fácil de ser treinado, extremamente dedicado ao dono e capaz de ficar sozinho por horas.

Os filhotes passam por uma dramática troca de pelos ao redor dos 4 meses, a qual só termina por volta de 1 ano de idade, quando adquirem a esplendorosa pelagem de adulto (chegando ao ápice em torno dos 2 anos de idade).

Tamanhos

•Spitz lobo: 50 cm, pode ter uma variação para mais ou para menos de 5 cm, admite-se até 60 cm

•Spitz grande: 42 a 50 cm

•Spitz médio: 30 a 38 cm

•Spitz pequeno: até 29 cm

•Spitz anão: até 22 cm

Tamanho e peso segundo o padrão oficial

O Anão até 22 centímetros de altura na cernelha, acima disso é considerado Spitz Alemão Pequeno.
O peso varia de 1,5 kg a 5 kg, dependendo da varidade e sexo.

Fox Paulistinha ou Terrier Brasileiro – Adestra Campinas

Fox Paulistinha ou Terrier brasileiro é uma raça de cão desenvolvida no Brasil, tipo terrier de porte médio. É uma das 10 raças brasileiras conhecidas. As outras são o Buldogue Campeiro, Dogue Brasileiro, Ovelheiro Gaúcho, Fila Brasileiro, Veadeiro Pampeano, Rastreador Brasileiro, Podengo Crioulo, Galgo da Campanha, Barbudo e sua versão menor Barbudinho.

História

O Terrier Brasileiro ou Fox Paulistinha como também é chamado é a segunda raça de cão originalmente brasileira, sendo a primeira o Fila Brasileiro.

Não se tem certeza de suas origens, uma das hipóteses é que descendem dos Fox Terrier de Pelo Liso, Jack Russell Terrier e cães de fazenda brasileiros. Há outra hipótese, bem forte, de que cães de tipo Terrier, sem precisão de raça definida, viajavam como caçadores de ratos em navios mercantes, principalmente nos ingleses, desde o século XIX. Acredita-se que o Terrier Brasileiro é originado do acasalamento destes cães. Estes mesmos cães teriam dado origem a outras raças como o Jack Russel, o que justificaria a similaridade física entre as raças.

Tendo o mesmo padrão desde 1920, a primeira tentativa de reconhecimento ocorreu em 1964, mas pelo baixo número de registros o processo foi cancelado. Depois de muito trabalho por parte de alguns criadores, a raça recebeu o reconhecimento provisório em 1995 e o definitivo em 2006. Esse processo é feito pela FCI (Federação Cinológica Internacional), com sede na Bélgica e que tem uma série de regras a serem cumpridas antes do reconhecimento definitivo (como comprovar ausência ou controle de doenças genéticas, número mínimo de exemplares sem parentesco próximo, ninhadas que nasçam homogêneas, etc).

O Terrier brasileiro foi adaptado tanto ao campo como ao meio urbano, onde teve a importante função de guardar as mercadorias dos armazéns da ação predatória de roedores. No meio rural, também com eficiência, passou a desempenhar atividades de caça e pastoreio de rebanhos.

Temperamento

De temperamento alegre e cheio de energia, o Fox Paulistinha é ágil, inteligente e muito adestrável, comum em apresentações caninas.

Ótimo para companhia de crianças por seu comportamento brincalhão, sempre alerta, forte e leal. Mansos com a família costumam estranhar desconhecidos e cuidar de seu território(tem agressividade baixa com os donos e alta com os desconhecidos).

Como os terriers, essa raça se desenvolve bem fazendo tanto o papel de cão de companhia até cão de alarme e caça de pequenos roedores. Porém é preciso ser firme para o treinamento pois esta raça é muito independente. Não tem medo de cães maiores e sabe se defender muito bem. Se dá bem na criação conjunta de outros cães.

O Terrier Brasileiro é originalmente um cão de caça de pequenos roedores, portanto é um cão independente pois não precisa de comandos para realizar seu trabalho. Em casa ele é um cão de guarda e alarme, sempre atento com tudo que acontece ao seu redor.

Com a família é extremamente carinhoso e ótima companhia, mas é arredio com estranhos. Com crianças é preciso um pouco de cuidado pois em geral o Terrier Brasileiro não é muito tolerante, tem forte instinto de matilha e costuma obedecer apenas a um líder. É um cão de temperamento forte como todo terrier e precisa ser educado desde filhote.

Padrão

Não exige muitos cuidados.

É um cão de pelo curto, os machos devem ter entre 35 e 40 cm e fêmeas entre 33 e 38 cm (na cernelha), pesando até 10 kg, robusto e de personalidade independente. Sempre é de coloração tricolor. O corpo tem fundo branco,com marcações pretas, marrons (fígado) ou azuis (cinza) salpicadas. A cor canela (tan – uma espécie de bege) pode ser encontrada entre a cor branca e a outra cor e/ou salpicada em pequenas pintas (bem pequenas) nos membros dianteiros (“braços”). A ausência do tan no corpo é permitida, bem como a segunda cor (preta, marrom ou azul) formar uma “capa” por cima do dorso.

A cabeça tem uma máscara preta, cinza ou marrom com pelagem canela ao redor da boca, sobrancelhas e na região interna e borda das orelhas. Pode haver (não é obrigatório) marcações brancas no focinho e no alto da cabeça, mas estas devem ser o menor e mais simétricas possível.

Orelhas pendentes e triangulares, olhos castanho-escuros, o mais escuros quanto possível nos pretos, e verdes, castanhos ou até azuis nas outras cores. Peito amplo com formato de “barril”, não sendo esgalgado, como nos galgos.

Cauda íntegra, podendo nascer sem cauda ou com cauda curta em algumas linhagens. O corte por estética não é mais permitido.

Saúde

O Terrier Brasileiro é uma raça muito robusta que não apresenta nenhuma tendência para doenças, sendo necessário somente cuidado com os parasitas como carrapatos, pulgas e fungos.

Basset Hound – Adestra Campinas

O Basset Hound ou simplesmente Basset (lê-se: Bassê) é uma raça de cães de patas curtas e grossas e baixa estatura, criada para caçar pelo faro. Surgiu por volta de 1800 através do cruzamento entre o Bloodhound e o Beagle, adquirindo assim as características da raça como pêlo solto e coloração. Seu faro é muito potente, perdendo apenas para o do Bloodhound. O nome basset vem da palavra francesa “bas” que significa “baixo” ou “anão”.

Aparências

Estes cães tem entre 33 a 38 cm de altura e seu peso fica em torno de 20Kg e 30Kg. Têm pelo liso e curto. Embora qualquer cor seja considerada aceitável para os padrões da raça, os Bassets são geralmente tricolores (preto, marrom e branco) ou bicolores (branco e marrom ou preto e branco)

Uma de suas características principais são as longas orelhas e o pescoço forte, com muitas dobras.

Possui uma cauda longa, afinada no final e curvada para cima. Muitos possuem a ponta da cauda pintada de branco, o que era muito útil quando eram usados para caça, pois podiam ser vistos de longe, mesmo no meio de arbustos.

Possui um excesso de pele ao longo do corpo , rosto e pescoço, o que faz com que o Basset Hound tenha um olhar triste. Isso para muitos é o maior charme da raça. Sua pele é frouxa, o que faz com que quando o basset hound abaixa a cabeça, sua pele forme “rugas”, o que é para muitas pessoa fofo.

É um cão de pequeno porte e pernas curtas. Por isso pode surpreender a todos alcançando objetos em lugares que outros cães com o mesmo comprimento não conseguiriam.

Temperamento

O Basset Hound é uma raça de cães calmos quando adulto.

Diferente da sua aparência, ele é um cão de personalidade forte, sendo muito impulsivo e geralmente não aceita comandos.

Quando filhote é muito agitado e brincalhão, mas com o passar do tempo seu comportamento se estabiliza e torna- se calmo e sonolento. São extremamente leais, sensíveis, carinhosos e ciumentos.

São bastante amigáveis perto de desconhecidos e sempre dispostos a fazer novas amizades. Por isso são muito indicados como animais de estimação para famílias com crianças, mas deve-se levar em consideração seu elevado peso, que pode acarretar acidentes; ele convive muito bem com outros animais de estimação.

Por viver tão bem em grupo, é recomendável que um basset tenha a companhia de um outro animal de estimação, caso fique muito tempo sem a presença de seus donos. Essa companhia ajuda-o a manter-lo longe de problemas. Ou seja, eles detestam ficar sozinhos, latindo e uivando quando isso acontece.

Como comem muito e são menos agitados que a maioria das raças, eles sempre estão dispostos a realizar exercícios, como caminhadas ou brincadeiras com seus donos. Gostam muito também de atividades onde possam exercitar o seu poderoso faro.

A raça tem um instinto muito forte da caça e iniciará um perseguição a pássaros, aves e a quase qualquer coisa que se mova, inclusive a odores, sempre que for possível. Por isso é recomendável sempre deixá-los presos a uma guia quando passeando na rua.

Os Bassets latem quando querem algo ou querem sugerir que não gostam de algo. Usam também uma lamentação baixa, quase um murmúrio, para chamar a atenção, o que soa a muitos proprietários como se seus Bassets “estivessem falando.”

Lhasa Apso – Adestra Campinas

Lhasa Apso ou apso tibetano é uma raça de cão doméstico.

História

O Lhasa Apso é uma raça antiga, criada durante séculos apenas pelos nobres e monges do Tibete. “Lhasa” é o nome da cidade sagrada da região e “Apso” poderá ter origem em cabra, devido à pelagem lanosa, ou “leão”, devido ao seu papel de protector de templos.

O Lhasa Apso é considerado um cão sagrado na sua Terra Natal. Os tibetanos acreditam que a alma de um homem virtuoso descansa no seu animal preferido, depois de morrer.

Como guarda de templos e mosteiros, ladrando furiosamente a desconhecidos, o Lhasa Apso é tido como um amuleto de boa sorte, mas teria de ser oferecido, não podia ser comprado. Assim, estes cães permaneceram desconhecidos do resto do mundo até ao início do século XX. Por volta da década de 1920, Dalai Lama começou a procurar apoios internacionais para a causa tibetana e ofereceu alguns cães desta raça como presente a diplomatas, sobretudo a britânicos.

A raça só se tornaria conhecida nos Estados Unidos da América uma década mais tarde. Mas a popularidade que conheceu foi imediata e em 1935 já tinha sido reconhecida pelo AKC, apesar de ter sido mal classificado como Terrier.

Aparência

Um filhote macho de Lhasa Apso de 8 semanas.

O Lhasa Apso é um cão de pequeno porte, cuja altura deverá ser de 25,4 cm de cernelha para os cães e um pouco menos para as cadelas.

A cabeça é larga, o focinho de tamanho médio e o nariz preto. Os olhos são pequenos, de cor escura e estão tapados pela pelagem da cabeça. As orelhas têm franjas e caem pendentes para cada lado da cabeça. Tem barba e bigodes compridos e de cor mais escura que o resto da pelagem. O pescoço é curto e guarnecido de uma juba. Os membros anteriores são verticais, e tal como os posteriores, estão totalmente tapados pelos longos pêlos. A cauda possui franjas e é mantida sobre o dorso.

A pelagem é comprida, lisa e pesada. As cores permitidas são o dourado, cor de mel, ardósia, areia, cinzenta, preta, branca ou castanha.

Temperamento

Tendo sido criado como um cão sentinela por monges budistas do Tibete, Lhasa Apsos tendem a estar atentos e ter um forte senso de audição com um forte e alto latido que engana a sua dimensão (algumas são conhecidas como “cantantes”). Eles também podem mover muito silenciosamente, o que lhes permite surpreender intrusos, bem como familiares desavisados. O temperamento ideal de um Lhasa é muito atento a estranhos fiel aos mais próximos a ele. O Lhasa está no rank 68 no livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, considerada a inteligência a relação entre exercício e obediência.

Lhasa Apsos, embora pequenos, podem exibir breves períodos de energia explosiva. No entanto, Lhasas em geral não são uma das mais ativas raças de cão e, muitas vezes permanece por horas sentado em um sofá-cama ou simplesmente para ouvir intrusos. A maioria dos Lhasa Apsos não gostam de longas caminhadas e que normalmente marcam um perímetro à ser verificado em intervalos freqüentes, em vez de um parque infantil. No entanto, em condições meteorológicas que recordem seu ambiente tibetano ele vive muito bem [temperaturas baixas]. Com pesados cabelos protegendo os seus pés, eles são bastante confortáveis na neve e podem tornar-se mais divertidos do que são, em tempo quente. Tendo sido desenvolvido no terreno acidentado do Himalaia, são surpreendentemente seguros de confiança em terrenos quase verticais como falésias com uma confiança comparável à confiança de caprinos das montanhas.

A raça tem uma alta incidência do alfa instinto, o que leva a traços de personalidade única. Muitos Lhasa Apsos são altamente tolerantes com a solidão.

Lhasa Apsos geralmente agem com mais frieza, parecem-se com a personalidade de um gato e nada tem a ver com a imagem estereotipada de um pequeno feliz. Características de personalidade única Lhasa Apsos eles ganharam uma reputação em alguns círculos como sendo uma raça muito emotiva e que, em alguns casos, revelam-se completamente destemidos. Eles tomam o seu papel como guardiões da família muito a sério e podem ser muito assertivos sobre a não permitir que um visitante para entrar na casa.Esta característica, aliada à sua tolerância à solidão e baixo nível de energia, a raça se tornou popular com as pessoas que vivem sós em quartos pequenos.

Se devidamente treinado desde filhote, irá apreciar banho e tosa, mas eles geralmente não gostam de banho ou de nadar, pois não é característico da raça. O Lhasa Apso é uma raça de vida longa, com alguns chegando a viver mais de 20 anos com boa saúde. Existem alguns problemas de saúde específicos para a raça. Sua visão pode deteriorar com a idade mas mas como são cães que não se orientam pela visão eles suportar cegueira com poucas mudanças perceptíveis no comportamento.

Devido à tendência de alfa comportamento, um macho intacto Lhasa Apso pode ser extremamente dominante e agressivo para outros cães machos inteiros, ainda muito maiores, e obstinado sobre marcação território com urina. Neutering numa idade precoce é fortemente recomendada.

Saúde e Higiene

O Lhasa Apso é na generalidade um cão bastante saudável. Alguns dos problemas mais verificados na raça dizem respeito a mal formações nas articulações, complicações renais e oculares.

A abundante pelagem do Lhasa Apso exige cuidados particulares: o pêlo deve ser escovado todos os dias ou no máximo “dia sim, dia não”, de forma a eliminar riças que poderão causar infecções na pele. Este cão perde bastante pêlo durante todo o ano.

Curiosidades

  • O Lhasa Apso aparece nos quadrinhos da Turma da Mônica (Maurício de Sousa) representado pelo cão verde do Cebolinha, o Floquinho.

Cocker Spaniel Americano – Adestra Campinas

Origem

A história do Cocker Spaniel Americano confundiu-se com a do Cocker Spaniel Inglês até o final do Século XX, mas a partir daí teve evolução própria. A raça surgiu, oficialmente, em 1946, mas desde 1880 criadores americanos e canadenses buscavam exemplares diferentes dos cockers tradicionais. Nos EUA é chamado simplesmente de Cocker Spaniel e é a 4ª raça mais registrada. Os Spaniels são cães de caça com ancestrais de provável origem egípcia, desenvolvidos na Península Ibérica. Entraram na América acompanhando imigrantes desde 1620 e por importações no Século XX. Tornaram-se apreciados pela habilidade de “levantar” aves para o caçador, por sua disposição e capacidade de adentrar terrenos com vegetação de difícil acesso, velocidade em campo aberto e agilidade ao nadar.

Temperamento

O Cocker Americano é um cão extremamente alegre, carinhoso, equilibrado, sem nenhuma timidez. Ativo, dócil, amigável, afetuoso, extrovertido e sociável, um tanto quanto preguiçoso, muito comilão e principalmente companheiro. É o melhor amigo que qualquer um poderia desejar, não largando o seu dono por nada deste mundo. Trata-se de uma raça bem resistente, raramente ficando doente. Os cuidados maiores são com a pelagem, que necessita uma tosa mensal e banhos semanais. Embora muito peludos, não soltam muito pêlo. Vive muito bem em apartamentos.

Diferenças

É confundido com uma certa freqüência com o Cocker Inglês, apesar de ter diferenças bem marcantes.A criação americana voltou-se para a caça em pântanos, conferindo-lhe um porte menor, mais prático para o transporte em barcos. Para nadar com mais eficiência as patas aumentaram para se obter maior empuxo e o focinho foi encurtado e tornou-se levemente “arrebitado” visando diminuir o esforço ao carregar a presa abocanhada. A pelagem apresentou-se mais longa e densa. (principalmente nas patas e barriga) Resultou assim bastante diferente do Inglês, desenvolvido em paralelo na Inglaterra para a caça a pé, em terreno mais firme.Tantas foram as mudanças que, em 1936, o American Kennel Club considerou-os variedades diferentes e reconheceu-os como raças diversas em 1946. Sua farta pelagem e conformação apropriada ao show o tornaram um cão de grande sucesso nas exposições de beleza. Também diferem no temperamento, sendo mais sossegado que os seus “primos”

Características

Cabeça

Crânio arredondado; focinho curto; stop pronunciado; lábios pendentes cobrindo a mandíbula ; mordedura em tesoura; nariz preto nos cães pretos ou com cor preta, nos demais pode ser também marrom.

Olhos

Inserção frontal e na superfície da pele, redondos, levemente amendoados, castanho escuros, o podendo ser amarelo ou esverdeado nos cães com cor chocolate.

Orelhas

Lobulares, longas, de couro fino,bem franjadas e inseridas na altura dos olhos.

Corpo

Tronco curto, compacto, de construção sólida dando impressão de força; pescoço longo, musculoso e sem barbelas;dorso forte ; linha dorsal levemente descendente; garupa larga e musculosa.

Cauda

Cortada, é portada na horizontal ou levemente para cima.

Pêlo

Dupla, sedosa e lisa ou levemente ondulada.Na cabeça,o pêlo é curto e fino; no tronco é de comprimento médio com bastante subpêlo; nas orelhas, peito, abdômen e pernas é longo e bem franjado.

Pelagem

Sólidas- preto,dourado,preto e dourado(black and tan)chocolate, chocolate e tan (castanho) – Particolor- qualquer uma das sólidas com branco, sendo que nenhuma das cores pode exceder 90%. – Ascob (Any Solid Color Other than Black) – nome dado às cores sólidas exceto o preto.

As marcas tan devem estar nos seguintes locais: um ponto bem visível acima de cada olho, dos lados do focinho e nas faces, nas 4 patas e pernas, na parte interna das orelhas, sob a cauda e opcionalmente no peito.

Tamanho

Macho: até 38cm. Fêmea: até 35cm.

Peso

De 11 a 13 kg.

Yorkshire Terrier – Adestra Campinas

Yorkshire é uma raça canina de pequeno porte da família dos terriers.

O yorkshire, de padrão reconhecido hoje, é um cão de pequeno porte, cujo peso não deve ultrapassar 3,1 kg[1]. Seu pêlo é comprido, sedoso e perfeitamente reto, sem ondulações.

A coloração, ao longo do tronco, é azul-aço (cor entre o preto e o prata) e fulvo (castanho intenso e brilhante) no rosto, patas e peito. A coloração castanha clareia no trajeto da raiz às pontas. Já a azul-aço deve ser no mesmo tom em todo seu comprimento, sendo mais escura apenas na extremidade da cauda, jamais mesclados de pelos fulvos. Seus olhos são redondos, bem acomodados, escuros e brilhantes. Suas orelhas devem ser eretas, pequenas, bem inseridas e em forma de V. Eles ainda têm a trufa preta e o focinho curto.

Apesar de pequeno, o yorkshire tem por característica a atividade. Ele é também considerado um bom cão de companhia. Negativamente, a raça possui também por característica, alguns problemas ósseos, apresentando, em escala variada, os sintomas.

História

Origem e evolução

A origem ocorreu na Grã-Bretanha. Porém, o desenvolvimento desta raça escocesa, começou muito tempo antes da data do primeiro registro oficial. Há relatos variados sobre suas origens e seu desenvolvimento. Com isso, tenta-se à seguir dar o mais preciso e amplo enfoque sobre sua história, apoiada em livros e publicações, entre os fãs da raça no Reino Unido.

Por volta do século XI, os servos e os trabalhadores para manterem cachorros em quase toda a Inglaterra, deveriam seguir uma lei real, controlada pelos guardiões das florestas reais, obrigando todos os cachorros atravessarem um aro metálico de sete polegadas de diâmetro, para serem classificados como sendo pequenos o suficiente, pois esta classe servil trabalhadora não tinha o direito à caça para a sua subsistência.

No princípio, os cachorros eram usados para caçar ratos e camundongos, embora eles realmente não tivessem a melhor adequação para este trabalho, pois os gatos eram muito mais eficientes nesta função. Não obstante, os cachorros eram úteis completando a dieta do dono pobre, pois caçavam um coelho ou outro pequeno animal ocasionalmente, apesar da proibição.

Antes de 1750, a maioria dos britânicos trabalhava na agricultura, mas com o advento da revolução industrial houve grandes mudanças na vida familiar e muitos operários deixavam a Escócia para transferir-se ao Condado de Yorkshire, onde cresceram pequenas comunidades ao redor das minas de carvão, dos moinhos têxteis, e das indústrias de lã, levando junto consigo os seus cães.

Seus antepassados vieram da Escócia, onde corre o rio Clyde e onde os cães mais utilizados para caça eram o Clydesdale Terrier e o Paisley Terrier, semelhantes ao Sky Terrier, com pêlo macio e a pelagem lembrando o atual Yorkshire, pesando em torno de 5,5 – 7 kg. Contudo, o desenvolvimento adicional objetivando o Yorkshire Terrier atual ainda estava de um certo modo fora de questão, sendo ele muito diferente do Yorkshire Terrier do norte da antiga Inglaterra, muito maior que o Yorkie atual.

Estes terriers foram cruzados com outros tipos de terrier, provavelmente o Preto Inglês, o Toy Bronzeado e o Skye Terrier. Especula-se também ,que em alguma fase o Terrier maltês fora cruzado com estas raças para ajudar na conformação de sua pelagem, composta por pelos longos. Isto é afirmado, visto que o tipo da pelagem do maltês se assemelha a dos Yorkies atuais, exceto pela cor. Todavia, nenhum registro na forma de pedigrees, existe para confirmar estes cruzamentos (possivelmente por causa do baixo nível de alfabetização naqueles tempos).

História recente

A primeira aparição nas exposições foi em 1861, em Birmingham. A primeira inscrição no livro de registros do Kennel Clube foi feita em 1886. Assim, sua história atual tem mais de cem anos.

Em 1898, o Kennel Club da Inglaterra, que acabava de ser criado, reconheceu-o com o nome de Yorkshire Terrier.

Os primeiros cães e seus criadores

Em 1874, os primeiros yorkies foram registrados no livro do Kennel Clube Britânico. Eles foram chamados de “Terriers Escoceses de Cabelo Quebrado” ou “Yorkshire Terrier”, até que em 1886, o Kennel Clube Britânico reconheceu o Yorkshire Terrier como uma raça individual. O primeiro clube da raça Yorkshire Terrier foi formado em 1898.

Durante estes primeiros anos, quem grandemente influenciou a raça foi a Senhora Edith Wyndham-Dawson, que por um tempo foi secretária do Clube Yorkshire Terrier, e trabalhou desde então pela melhoria da raça. Depois, a Senhorita Palmer que era a empregada do canil da Senhora Edith, começou seu próprio canil de yorkies, sob o “prefixo de Winpal”. Quando a Senhora Edith retornou à Irlanda, pelo começo da Primeira Guerra Mundial, a Senhorita Palmer foi trabalhar para a Sra. Crookshank do prefixo Johnstounburn, um nome com uma longa lista de campeões, que atualmente estão aos cuidados de Daphne Hillman, uma entusiasta deste prefixo – o utilizando ainda junto com o seu próprio prefixo de Yorkfold.

Outros nomes também trabalharam arduamente nestes primeiros tempos para a melhoraria da raça. A evolução deve-se a estes primeiros criadores, que se tornaram os fundadores de vários canis na América do Norte e em outros lugares.

O yorkshire terrier atual difunde-se por todo o mundo. Em 1932, somente 300 yorkies foram registrados no Kennel Clube Britânico. Já em 1957, o número chegava a 2.313, e na década de 1970, os yorkies já eram a raça mais popular na Inglaterra. Esta tendência continuou até a década de 1990 com um número de registros de 25.665 yorkishires. Porém, esta tendência começou a declinar, e em 1994 havia 12.343 inscrições, com o yorkie sendo a 7ª raça mais popular.

O yorkshire terrier mais famoso dos tempos modernos no Reino Unido, foi o CH Blairsville Royal Seal. Ele veio do CH Beechrise Surprise e sua dam CH Blairsville Most Royale. Este animal era popularmente conhecido como Tosha, apelido dado por seus admiradores. Ele foi criado pelo seu proprietário o Sr. Brian Lister e sua esposa, Rita. Durante sua carreira de exposições, Tosha ganhou 50 CCs, todos sob juízes diferentes. Ele foi Best in Show doze vezes e dezesseis vezes reserva de Best in Show. Tosha levou 33 prêmios de Melhor de Grupo e foi reserva de Best in Show em Cruft´s em 1978, assim como sua dam tinha sido antes dele. Tosha foi o Top Dog, de todas as raças, durante dois anos consecutivos. Ele se tornou o antepassado de muitos campeões, e ainda se caracteriza como um diferencial nos pedigrees de muitos yorkies atuais.

Quando Royal Seal morreu, aos quinze anos, em 1988, o registro de maior número de CCs da raça foi quebrado por Osman Sameja’s CH Ozmilion Dedication Jamie, que terminou sua carreira de exposições com 52 CCs, embora não todos de juízes diferentes. Jamie também possui dois títulos de campeão de todas as raças e seus prêmios no grupo de Toy dogs o ajudaram a ganhar o título de Top Dog em 1987. O canil de Ozmilion é o Canil de yorkshire terrier que ocupa o topo de todos os tempos e mantém o recorde de registros de maior número de campeões produzidos.

A raça na América do Norte

Alguns dos primeiros canis americanos mais notáveis são Janet Bennet e Joan Gordon (Wildweir), que importaram muitos yorkies ingleses, inclusive das linhas de Johnstounburn, Haringay e Buranthea. O canil Olhos de Veludo[2] exportou mais de 200 Yorkies para criadores americanos. Os canis de Mayfield-Barban, possuídos por Anne Seranne e Barbara Wolferman, também fizeram muito para melhorar a raça.

Outro cachorro que teve influência significativa para os yorkies norte-americanos foi o CH Finstal Royal Icing, criado por Sybil Pritchard no Reino Unido e exportado para os canis de Jentre, depois que Sybil morreu. Ele é proveniente do CH Finstal Johnathan, que ainda tem sua linhagem premiada na Grã-Bretanha atualmente.

Atualmente, o yorkshire terrier também é muito popular na América do Norte. Em 1992, os yorkies classificavam-se como os de número catorze na lista do AKC das raças mais populares, com 39,904 registros. Em 1994 eles subiram para a 11º colocação, embora as inscrições tivessem caído para 38,626. Deve-se isso ao fato de, globalmente, os registros AKC terem diminuído entre todas as raças populares.

Características

Personalidade

Apesar do pequeno tamanho, o yorkie pode ser um cão muito ativo e independente. Baseando-se nisso, pode-se dizer que a melhor posição do yorkie seja perto do dono, mas não subjugado e em seu colo, ainda que alguns tenham particular predileção ao colo, principalmente quando em tempo de frio. Passear ou viajar com a “família” também deixa um Yorkie feliz, pois não se contenta em ser somente companhia, querendo compartilhar de todos os momentos.

O yorkshire possui um caráter doce e sociável, que permite levá-lo a todos os locais sem inconvenientes. Seu temperamento carinhoso e afável o torna um grande companheiro, divertido e devoto, para com aqueles que o cercam, particularmente seu dono, de quem adora receber todas as atenções. Devido a este apego, o yorkie tem por hábito andar atrás do dono, onde quer que ele vá.

Pelagem

A maior dificuldade em criar o yorkshire para competições, segundo os criadores, é obter a coloração correta da pelagem, pois as maiores pontuações dessa raça, referem-se a coloração. Por definição, o yorkshire deve ter duas cores: o azul-aço escuro (cinza-brilhante quase preto tendendo ao azulado) e o fulvo (amarelo-tostad), atentando para o fato de que as cores não devem se mesclar.

O azul-aço não deve ser escuro demais a ponto de parecer preto, e nem claro, aparentando prateado. Já os pelos fulvos, são levemente mais claros nas pontas que nas raízes e produzem um colorido dourado. Cabe ressaltar que a CBKC não se opõe à utilização do termo castanho em substituição ao fulvo na emissão de pedigrees. Apesar do padrão da raça indicar o fulvo, ao longo do tempo, pode-se verificar que, em relação a esta designação, já existiram outras variações, tais como o caramelo e o dourado.

Labrador Retriever – Adestra Campinas

Retriever do Labrador (ou carinhosamente, Labrador ou Lab), é uma das mais conhecidas raças de cão. Notabiliza-se por sua amabilidade, inteligência e obediência. Devido a estas características, são frequentemente treinados para cães de caça, de assistência, como cães-guia ou de serviço. A raça Labrador é uma das mais populares em todo o mundo, em especial nos Estados Unidos e Europa.

Ótimo cão de companhia, mas atenção, pois este cão adora estar na presença de humanos e odeia estar sozinho. Não é, de todo, adequado para alguém que esteja fora de casa por longas horas durante o dia.

A origem do nome “retriever”

O nome “retriever” deve-se ao facto de o Labrador ter como principal função a busca de caça abatida. Existem mais raças na família dos “retrievers”, como, o Golden Retriever, o Toller Nova Scotia Duck Tolling Retriever), o Curlie Coated Retriever, o Chesapeake Bay Retriever ou o Flat Coated Retriever.

Temperamento

Devemos lembrar que o comportamento tem base na genética e a educação do cão. Assim, vamos falar sobre como é o temperamento de um bom Labrador, oriundo de pais que correspondem ao que se espera da raça e que recebem uma educação cuidada e adequada, sem violência, mas também sem mimos excessivos.

Os Labradores são cães com bastante energia enquanto filhotes. Isso significa que eles são como crianças, e se deixados sozinhos com objetos perigosos por perto, irão fazer a sua “arte”. Quando adultos, diminuem a actividade física espontânea, mas não perdem o espírito brincalhão e amigo, estando sempre dispostos a mais um passeio com o dono ou mais uma corrida com as crianças.

Como estão sempre dispostos a agradar o dono, aprendem facilmente a cumprir as mais diversificadas ordens ou realizar as mais diferentes actividades. Adoram brincar e gostam muito de água, as crianças são a sua paixão protegendo-as lealmente até ao fim.

Um Labrador solitário não se desenvolve de forma saudável, os labradores da actualidade foram tornados cães de família, habituados a viver rodeados de gente à sua volta e a receber mil e um mimos diários.

Labradores são cães de médio para grande porte. Pelo padrão, as fêmeas devem medir entre 54 e 56 cm na cernelha e os machos entre 56 e 57. A cernelha é o ponto mais alto do ombro, antes do pescoço. O tamanho é medido desse ponto até o chão. Labradores em boa forma (não gordos) pesam, em média, entre 37 e 42 quilos, dependendo do sexo e genética.

A pelagem é dupla: tem pêlo (mais duro e comprido) e subpêlo (que você vê abrindo a pelagem. Parece uma lãzinha curta, macia e de cor mais opaca). São encontrados em três cores: amarelos (variando do creme claro ao avermelhado da raposa), chocolates ou pretos. A cor tem que ser homogénea, e uma pequena mancha branca é aceita somente no peito, preferindo-se os inteiros de uma cor. O nariz, contorno dos olhos e lábios dos chocolates são marrons. Nos amarelos e pretos são pretos. Um nariz um pouco mais claro (não rosa, nem marrom… um preto desbotado) é aceito nos amarelos mais velhos ou durante frio intenso (nariz de inverno). Os olhos nas três cores devem ser castanhos, podendo ser um pouco mais claros (mas ainda castanhos) nos exemplares chocolates.

Labradores amarelos com nariz, contorno dos olhos e lábios, rosas ou marrons, são considerados despigmentados. Essa falha de pigmentação leva o cão a ser mais suscetível à problemas de pele, inclusive queimaduras dos raios solares (e isso pode levar ao câncer de pele). Portanto, os Labradores despigmentados, devem ser muito amados como cães de companhia, mas não devem se reproduzir, e o dono deve (obrigatóriamente) tomar cuidados adicionais, como somente expô-lo ao sol em horários específicos (de manhã ou bem à tarde) e passar protetor solar no nariz.

As orelhas são pendentes, triangulares e médias.

O focinho deve ser médio e forte (largo). Os dentes se fecham em tesoura (visto de frente, os dentes de cima ficam logo à frente dos debaixo, sem espaços).

As costelas e o rabo são bem característicos. As costelas são bem largas e arredondadas. Como é um cão que foi feito para caçar em águas geladas, precisa de um bom pulmão. Por isso as costelas tem esse formato, que lembra o de um barril. Às vezes isso dá a impressão de se tratar de um cão gordo. Se você colocar a mão sobre as costelas e conseguir senti-las com certa facilidade, verá que o exemplar não está fora do peso e sim que tem as costelas corretamente arqueadas.

O rabo é um outro ponto importantíssimo. Ele serve de leme nas mudanças de direção enquanto está nadando. O rabo deve ser largo, relativamente curto (se puxado para baixo deve atingir, no máximo, o jarrete (“calcanhar”) e reto. Rabos finos e curvados para cima não serviriam para a atividade original, e por isso, são penalizados nas pistas de exposição.

Labrador: um cão com mil oficios!

A primeira vista o Labrador parece insignificante, mas tornou-se mundialmente popular, as suas características únicas. Consegue manter a sua serenidade mesmo no maior dos caos, tem uma capacidade de adptação única e é muito dedicado à família.

Desde do principio do século XX que os europeus reconhecem as qualidades deste cão allround! Recrutou na Primeira Guerra Mundial junto da aristocracia e dos caçadores, entregavam informações, transportavam medicamentos e procuravam subterrados.

Devido ao seu temperamento equilibrado e a sua resistência começaram a ser usados como cães guia para cegos. Mas, sempre disposto a aprender revelou-se também, para descobrir os afogados debaixo de água e arrasta para terra as pessoas em perigo de naufrágio que entram em pânico, após avalanches, terremotos ou outras catástrofes naturais, procuram os soterrados.

Persistente e companheiro é preferido na polícia e nos serviços de alfândega. Para além de tudo isto continua a efectuar a sua tarefa de ajudante de caça, na procura de aves aquáticas.

A única coisa para a qual não é adequado é para cão de guarda, apesar de vigiar com grande atenção, diificilmente pode vir a ser um cão «mordedor», devido ao seu alto limiare de excitação e à sua falta de agressividade.

História

Na planície de Terra Nova (Canadá) existiam alguns cães que trabalhavam com os pescadores tanto puxando redes de pesca, quanto buscando peixes que escapavam entre as redes.

Eram basicamente de dois tipos: um maior e mais peludo, outro menor e de pelagem mais curta, este também conhecido como Cão de Saint John.

Esse cães foram levados para o Reino Unido, e alguns caçadores de aves (especialmente patos) descobriram que poderiam utilizar algumas das características desses cães para criar uma raça específica para a função. Mantiveram, através de acasalamentos selecionados, características como a vontade de buscar objetos, o gosto pela água, a pelagem grossa e resistente, a boca “macia” (que carrega objetos sem danificá-los), a docilidade e a obediência. Os cães menores e com pelagem mais curta eram mais aptos ao trabalho, já que cabiam melhor nos barcos pequenos, eram mais fáceis de serem içados de volta à embarcação e a água não congelava entre os pêlos, como ocorria com cães de pelagem mais longa.

Foram usados cães locais e cães de outras raças, além do Saint John. Eram selecionados os filhotes mais aptos ao trabalho.

Com isso chegou-se ao Labrador. No início, apenas os pretos eram reconhecidos. Como nasciam cães de outras cores nas ninhadas, alguns criadores se uniram e fundaram o Clube do Labrador Amarelo, que foi a segunda cor a ser reconhecida pelo TKC (The Kennel Club). Por último, reconheceram o chocolate, que também era comum, mesmo em ninhadas de pretos.

Assim, o local que originou a raça através da seleção é a Grã Bretanha. Apenas um conselho de criadores dessa localidade, sob aprovação do kennel club local, pode modificar as características descritas no padrão oficial. Os labradores são excelentes companheiros e adoram estar perto dos humanos.

Saúde

Quanto à saúde, Labradores não costumam ter maiores problemas.

Deve-se ter muito cuidado ao adquirir um filhote, ou ao pensar em acasalar o cão que está em sua casa. A displasia coxofemoral (displasia da anca) e a displasia de ombros são duas doenças geneticamente transmissíveis, sem cura e que podem não apresentar sintomas (ou seja, seu cão pode ter e você nem desconfiar).

Ao comprar um filhote, deve-se ver as chapas de displasia (raios X) dos pais, mesmo que ambos pareçam saudáveis. Essas chapas são feitas depois dos dois anos de idade (quando o cão já está completamente formado) e por profissional veterinário credenciado pelo Colégio ou Ordem Veterinária local.

Alguns dos melhores criadores também testam se os cães (futuros pais e mães dos filhotes) têm algum problema cardíaco ou de olhos que possa ser transmissível aos bebês.

Como são cães pesados e grandes, deve-se evitar a obesidade (que sobrecarrega patas, pernas e coluna), piso liso e escadas (especialmente com filhotes).

Em países de clima quente, além das duas trocas anuais de pêlos, os Labradores acabam fazendo uma “muda contínua” durante todo o ano. Alimentação adequada e de boa qualidade, escovagens frequentes e poucos banhos com shampoo ou sabonete, melhoram um pouco a situação. Banhos de piscina ou de mangueira são liberados, mas o dono deve secar as orelhas e ouvidos para evitar otites.

Genética de Cores

Exatamente para evitar filhotes despigmentados, os criadores devem estudar, além da saúde, temperamento e aparência dos pais (itens verificados antes de todos os acasalamentos nos canis sérios), a genética de cores dos pais.

Os Labradores pretos são dominantes. A genética é estabelecida por (A_C_).

Os chocolates são A_cc e os amarelos são aa_ _. Os amarelos despigmentados são cães totalmente recessivos (aacc) e tem grandes chances de apresentarem problemas de pele (inclusive câncer, como explicado no item “Aparência”).

Para evitar, os acasalamentos recomendados são:

– Entre pretos puros: AACC – só nascerão filhotes pretos.

– Entre pretos (família amarela) e amarelos. a genética dos pretos pode ser AACC (preto puro) ou AaCC (preto com genética para amarelo). Os amarelos devem ser aaCC. Nascerão filhotes pretos e/ou amarelos.

– Entre amarelos de genética aaCC. Só nascerão amarelos.

– Entre pretos (família chocolate) e chocolates. A genética dos pretos pode ser AACC (puro) ou AACc (preto com genética para chocolate). Os chocolates devem ser AAcc. Nascerão pretos e/ou chocolates.

– Entre chocolates com genética AAcc. Nascerão somente chocolates.

Deve-se evitar todo o acasalamento que possa gerar um filhote que tenha genes chocolates e amarelos ao mesmo tempo.

 

Pastor Maremano – Adestra Campinas

Resumo Histórico

Esta raça antiga de cães que guardava rebanhos vem de cães pastores, na realidade, ainda usados nos Abruzzes, onde a criação de ovelhas ainda prospera, e cães pastores antigos que existiam na região da Toscana e do Lazio.

Particularmente após 1860, com a migração sazonal dos rebanhos de uma região para outra favoreceu o cruzamento natural entre as duas raças primitivas.

Aparência Geral

Adestra Campinas - Pastor MaremanoO pastor maremano abruzês é um cão de grande porte, fortemente construído, de aspecto rústico e, ao mesmo tempo, majestoso e distinto. A conformação geral é a de um mesomorfo pesado, cujo tronco é mais longo que a altura na cernelha; harmonioso em relação ao formato (heterometria) e aos perfis (haloidismo).

Comportamento / Temperamento

A sua função principal de cão de guarda e defesa do rebanho e das propriedades em geral se evidencia no modo que cumpre esta tarefa, com perspicácia, coragem e decisão. O seu caráter ainda que orgulhoso e alheio à submissão, sabe exprimir uma ligação devotada ao seu dono e a tudo que o cerca.

Tamanho / Peso

Machos de 65 a 73 cm de cernelha e entre 35 e 45 quilos. Fêmeas de 60 a 68 cm de cernelha e entre 30 a 40 quilos.

Informações Diversas

A raça Pastor Maremano Abruzês, de origem italiana, existe a mais de 2 mil anos, sendo sua função durante estes séculos a de proteção de rebanhos de caprinos e ovinos contra ataques de lobos e ursos marrons existentes na região de Maremmano e Abruzzese. Nesta região, os rebanhos ficam, durante o verão, em pastagens mais altas e no inverno, migram para o litoral.

O Pastor Maremano Abruzês tinham como responsabilidade a proteção da única forma de vida de muitas famílias, que era a criação de caprinos e ovinos. Com um tipo de vida selvagem e rústico, o Pastor Maremano Abruzês tem uma grande disposição que os permitem parecerem indiferentes as variadas condições climáticas, do calor ao frio. Por todos estes anos a raça mantém sua característica: um excelente guardião do rebanho contra os mais diversos predadores, necessitando de poucos cuidados alimentares considerando seu tamanho, além de pouco treinamento e supervisão.

São animais que durante toda sua seleção estiveram submetidos a vida dura, rústica e solitária, os dando um temperamento único e especial.

Seu comportamento é de submissão aos animais do rebanho, não apesentando riscos de predação a estes. Possui habilidade original de seguir o rebanho, por 24 horas initerruptas. São pacatos e preguiçosos durante o dia, porém nunca desatentos aos perigos. Durante a noite, são extremamente ativos, patrulhando os limites, demarcando seu território e latindo quando houver iminência de ameaças.

O sucesso de um guardião no exercício de sua função não é a quantidade de predadores inoperantes (mortos), e sim a ausência dos predadores no território. O Pastor Maremano Abruzês é conhecido por este sucesso. Ele exerce a guarda em três níveis:

1o – LATIR – o que o Pastor Maremano Abruzês detectar estar fora do normal, fora da rotina, ele começa a latir. Se o predador continuar a se aproximar, os latidos ficam mais intensos, avisando de possível retaliação a invasão. Em ultimo caso, se o predador insistir na aproximação, o Pastor Maremano Abruzês partirá ao ataque.

2o – MARCAÇÃO DO TERRITÓRIO – o Pastor Maremano Abruzês demarca todo seu território com urina. Esta prática tem grande ação de intimidação e advertência entre canídeos, sendo uma ação de grande eficácia. O Pastor Maremano Abruzês inspecionará diariamente o território, remarcando o território alertando os predadores de sua fiscalização diária. No caso da vigilância realizada por machos e fêmeas de Pastor Maremano Abruzês, notará que as fêmeas levantarão a pata como machos para demarcação do território.

3o – PATRULHA – Guardando suas energias durante o dia, a noite, quando os riscos de predadores são maiores, o Pastor Maremano Abruzês é extremamente ativo. Serão frequentemente vistos antes do rebanho ao mudar de áreas e pastos. Isso porque o rebanho e os Pastores Maremano Abruzês se interagem e cria no rebanho uma sensação de proteção dada pelo Pastor Maremano Abruzês.

O Pastor Maremano Abruzês é um cão rápido e elástico como um gato, sabem distinguir sons e ruidos inofensivos ou ofensivos. São cães fortes e bem constituidos, com força e audácia suficientes para impedir qualquer ataque de predador ao rebanho.

Vivem entre 10 e 14 anos, sendo um guardião nato por toda sua vida. O Pastor Maremano Abruzês não necessita de treinamento para exercer suas funções de guardiões.

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