Adestra Campinas

Terra Nova – Adestra Campinas

O terra-nova é uma raça de cães natural do Canadá. Com pelagem longa e de cores variadas (preto, bronze e landseer), têm como característica a pelagem impermeável, devido ao gosto por água. Acredita-se que é uma das origens do labrador.

É proveniente da província de Terra Nova, Canadá. Nos países de língua inglesa, são conhecidos como Newfoundlands, e apelidados de Newfies.
Os terras-novas têm patas com membranas natatórias e possuem um pêlo resistente a água. Os machos pesam entre 60–70 kg (130–150 lbs), e as fêmeas entre 45–55 kg (100–120 lbs), o que os coloca na classe de peso “gigante”.

A maioria dos terras-novas são pretos, mas existem variedades marrons, cinzas, com manchas brancas e pretas, e Landseer (cabeça preta, corpo branco com manchas pretas). O nome Landseer foi dado depois que o artista sir Edwin Landseer os exibiu em muitas das suas pinturas. Alguns clubes de cães consideram o Landseer como uma raça separada; outros os consideram como uma variação de cor dos terras-novas. Alguns outros clubes ainda consideram os com manchas brancas e pretas serem fora do padrão da raça, não permitindo estes serem exibidos.

O terra-nova é similar em tamanho, forma, e tipo do pêlo com o cão de montanha dos Pirinéus, exceto que estes são usualmente brancos e os terras-novas são usualmente pretos. O terra-nova Landseer e o cão da montanha Pirineu com malhas negras no seu pêlo são difíceis para um leigo diferenciar.

Temperamento

Terras-novas tem uma tendência dócil e calma. De fato, a descrição do AKC (clube de cães americano) diz “Doçura no temperamento é a marca do terra-nova; essa é a característica mais importante da raça.” Eles são protetores das crianças.

História

A origem da raça é incerta, mas ela era usada como cães de trabalho na ilha de Terra Nova no começo do ano 1000 d.C. Terras-novas eram usados para resgates na água e para trabalhos de puxar. A raça quase se tornou extinta; a maioria dos terras-novas dos dias de hoje traçam sua linhagem à apenas um cão com nome de Siki que viveu na década de 1920.

Curiosidades

A cadela Nana no Peter Pan de James Matthew Barrie era originalmente uma terra-nova. (Donos de Terras Novas recentem a representação dela como uma são-bernardo no desenho da Disney; o filme Em Busca da Terra do Nunca de 2004 usou um cão de montanha dos Pirinéus).

Não oficialmente, a segunda mais importante característica da raça é a tendência à babar.

Gander, um terra-nova servindo com a infantaria canadense em Hong Kong em 1941 foi postumamente condecorado com a Medalha Dickin em 2000. Esta medalha foi instituída em 1943 por Maria Dickin em honra ao trabalho de animais em guerras e ficou reconhecida como a “Victoria Cross dos animais”.

Seaman, o cachorro de Meriwether Lewis que o acompanhou na famosa expedição exploratória dos rios Missouri e Columbia (Estados Unidos) era um Terra Nova.

Teckel (Dachshund) – Adestra Campinas

O Dachshund ou Teckel é uma raça de cães comprida e de pernas curtas. O nome da raça vem do alemão e significa literalmente “cão texugo” (der Dachs – texugo; der Hund – cão). A raça foi criada para farejar, perseguir, caçar e matar texugos, marmotas e outros animais que habitam buracos.

A raça também é chamada popularmente de “lingüicinha” ou “salsicha” no Brasil, por causa do seu corpo longo. Alguns também chamam a raça de “Cofap”, graças a uma série de propagandas de amortecedores da empresa Cofap exibidas em 1989. Também é chamado de “basset”, pois é confundido por leigos com o Basset Hound.

Aparência

Um Dachshund normal tem em média de 5 a 10 kg, enquanto um miniatura varia e tipicamente pesa menos que 5 kg. Dachshunds modernos são caracterizados pelas suas pernas curtas, pele solta e peito tipo barril, atributos que foram deliberadamente adicionados à raça para aumentar a sua habilidade de entocar-se em espaços apertados. Eles têm três variadades de pêlo: liso, pêlo longo e pêlo duro; o Dachshund de pêlo duro é geralmente menor no comprimento do que os outros dois. Possui olhos de tamanho médio, ovais, inserção oblíqua, olhar esperto, expressão amistosa, jamais desafiadora. Cor castanho-escuro brilhante, puro ou avermelhado, válida para todas as cores da pelagem. H. L. Mencken disse “Um dachshund é meio-cão em altura, e um cão-e-meio em comprimento”, sendo esta a sua maior fama.

As cores e modelos dominantes incluem o vermelho e o preto & bronze. Modelos antigos tradicionais como o malhado e o de cor negra estão recentemente ganhando popularidade. Recentemente, outras combinações de modelos e cores estão sendo desenvolvidas; não é incomum ver Dachshunds com pêlos marrom & bronze, chocolate & bronze, pintados, pintas duplas, e até brancos. Infelizmente, algumas dessas cores precisam de uma extensiva procriação consangüínea para serem obtidas; os de pintas duplas muitas vezes nascem sem olhos ou com olhos severamente mal desenvolvidos. Por essa razão, os criadores e donos da raça responsáveis não preferem criar ou dar continuidade a este tipo.

Algumas pessoas confundem erroneamente os Dachshunds com os Basset Hounds, pela semelhança anatômica das raças. Criadores da raça costumam afirmar que “Dachshunds são grandes cães em embalagens pequenas”.

Temperamento

Dachshunds são cães leais, protetores, ciumentos, valentes, brincalhões, conhecidos pela sua propensidade em caçar pequenos animais e pássaros. De acordo com a CBKC, o Dachshund é “amigável por natureza, nem nervoso, nem agressivo, de temperamento equilibrado. Ele é um cão de caça apaixonado, perseverante, rápido na caça e de excelente faro”. O tipo de pêlo é muitas vezes considerado associado com as características no temperamento; a variedade de pêlo longo, por exemplo, é considerada ser menos agitada que os outros provavelmente pelo fato de sua ancestralidade com o Cocker para obter a sua característica cabeluda. Porém, alguns criadores de Dachshund de pêlo longo discordem desta afirmação. Por causa da característica de peito tipo barril, o latido do dachshund é normalmente alto. Costumam ser ciumentos com relação a seus adultos favoritos.

Saúde

A raça é conhecida pelos comuns problemas na coluna vertebral, especialmente dos discos intervertebrais, devido à sua coluna ser extremamente longa e sua caixa torácica relativamente curta. O risco de lesões pode ser piorado pela obesidade, que traz sobrecarga de peso para a coluna. Para prevenir danos, é recomendável que os Dachshunds sejam desencorajados a pular e a subir e descer escadas. Está se tornando cada vez mais evidente que a ocorrência e severidade desses problemas são grandemente hereditários, e criadores responsáveis estão trabalhando para eliminar esta característica da raça. As caminhadas diárias e a manutenção do peso correto ajudam a prevenir estes problemas.

História

Alguns haviam teorizado que as raízes do Dachshund provém do Egito Antigo, onde gravuras foram feitas com cães de caça de pernas curtas. Mas na encarnação moderna, o Dachshund surgiu de cruzamentos de raças européias, e inclui elementos de hounds e terriers da Alemanha, França e Inglaterra. Dachshunds foram mantidos nas cortes reais em toda Europa, incluindo a da Rainha Vitória, que era particularmente apaixonada pela raça.

As primeiras referências verificáveis ao Dachshund vem de livros escritos no começos do século XVIII. Antes disso, existem referências à “cães-texugo” e “cães de buraco”, mas elas provavelmente se referiam mais aos própositos do que à raça em específico. Os Dachshunds Alemães originais eram maiores que a variedades de hoje em dia, pesando entre 14 e 18 kg, e originalmente tinham as pernas mais compridas ao invés de pernas curtas (o Dachshund moderno descende de variantes mais recentes). Ainda que a raça era mais famosa para o seu uso em exterminar texugos, Dachshunds também foram geralmente usados para a caça de coelhos e raposas, para localizar cervos, e em grupos eram conhecidos por caçar animais grandes como javalis.

Curiosidades

Símbolo da Alemanha

Dachshunds são tradicionalmente vistos como um símbolo da Alemanha. Durante a Primeira Guerra Mundial a popularidade da raça diminuiu bastante nos Estados Unidos (havendo inclusive relatos de Dachshunds sendo mortos em alguns pontos do país por essa associação com a Alemanha), e cartunistas políticos comumente usaram a imagem do Dachshund para ridicularizar a Alemanha. A cicatriz dessa associação foi revivida em menor extensão durante a Segunda Guerra Mundial, e rapidamente desapareceu junto com o fim da guerra. O marechal alemão Erwin Rommel era conhecido por ter Dachshunds.

O Dachshund, por sua associação com a Alemanha, foi escolhido para ser o mascote oficial dos Jogos Olímpicos de 1972, em Munique com o nome de Waldi. Foi o primeiro mascote olímpico oficial. A raça foi escolhida por representar os atributos requeridos para os atletas – resistência, tenacidade e agilidade. Waldi foi criado por Otl Aicher e modelado a partir de um cão real, um Dachshund de pelo longo nomeado Cherie von Birkenhof. A cabeça e cauda eram azuis e o corpo apresentava faixas com as outras cores olímpicas.

Corrida de Dachshund

Uma das curiosidades mais controversas que se criou recentemente é a presença dos eventos de corrida de Dachshund nos Estados Unidos da América. Alguns vêem a possibilidade de machucar a raça com o peso colocado na coluna espinhal dos cães.

Cofap

O Dachshund ficou mais conhecido do público brasileiro graças à uma série de propagandas feitas pela agência W/Brasil para a empresa Cofap, que vendia suspensões para automóveis. As propagandas foram exibidas de 1989 a 1993, usavam um grande apelo emocional, mostrando o cãozinho em diversas situações (geralmente ajudando a família).

A primeira propaganda mostrava o cão e o produto comercializado (suspensão automotiva), devido às suas semelhanças. Depois disso, a agência investiu mais no conceito da propaganda. Uma mostrava-o tentando impedir que a família viajasse por causa dos amortecedores vencidos, se deitando na frente do carro. Também havia outra propaganda com o Dachshund descendo uma rua em um carrinho de rolimã. O slogan publicitário era: “o melhor amigo do carro e do dono do carro”. A propaganda ganhou vários prêmios como no festival de Cannes.

Com isso o Dachshund caiu na cultura popular, passando a ser também conhecido também como “cofap” (talvez também por causa da dificuldade de se pronunciar Dachshund em português), e até hoje as pessoas se referem à raça por este nome.

Cane Corso – Adestra Campinas

O Cane Corso é um molosso de origem italiana muito utilizado como cão de guarda.

O histórico da raça no Brasil

Foi introduzida por Fausto Silva (Faustão), em meados de 1997, quando importou alguns exemplares diretamente da Itália. Desde então, a raça só tem aumentado a sua popularidade no Brasil, pois é o perfil de cão adequado para quem precisa de um cão de guarda mas que possa conviver sem maiores problemas com os membros da casa e também com as crianças.

Ter um Cane Corso é ter a certeza de ter mais um membro em sua família.

A qualidade dos cães brasileiros também está em alta. Atualmente existem vários cães importados da Itália que contribuem e muito para o aperfeiçoamento da raça em nosso país.

Temperamento

O Cane Corso deve ser um cão seguro de si, muito devotado a família e não ameaça os estranhos que forem convidados a entrar por seus familiares humanos. Seu treinamento é facil e geralmente é naturalmente um protetor de crianças. Sendo esta uma raça bem inteligente e activa, é recomendavel que os donos encontrem actividades para eles. Também tendem a sofrer de ansiedade de separação. São gentis e afetuosos como cães de colo e muito carinhosos para com os donos. Um Cane Corso bem treinado e socializado não é so um bom embaixador para a raça, mas para todos os cães de forma geral.

Saúde

Se trata de uma raça muito rústica, que suporta muito bem o frio como calor. Uma das doenças mais comuns entre os cães de grande porte é a displasia coxofemural e com o Cane Corso não é diferente. É por isso que antes das pessoas adquirirem um exemplar, é primordial exigir o exame de displasia dos pais ao criador, só assim estaremos lutando contra essa doença tão cruel.

Características

Porte: Médio/Grande
Temperamento: Tranquilo
Treinabilidade: Fácil
Grau de Proteção: Alto
Espaço Necessário: Médio/Grande
Altura Mínima Macho: 64 cm
Altura Máxima Macho: 68 cm
Altura Mínima Fêmea: 60 cm
Altura Máxima Fêmea: 64 cm
Peso Machos: 45 a 50 Kg
Peso Fêmeas: 40 a 45 Kg
Nível de Energia: Médio/Alto
Duração Exercícios Diários: 45 min.
Cor: Preto, cinza chumbo, ardósia, cinza claro, fulvo claro, fulvo cervo, fulvo escuro e tigrado (listras sobre fundo fulvo ou cinza de várias graduações). Nos exemplares fulvos e tigrados está presente uma máscara preta ou cinza, cuja extensão fica limitada ao focinho e não deve ultrapassar a linha dos olhos. Admitida uma pequena mancha branca no peito, na ponta das patas e na cana nasal.
Tipo de Pêlo: Curto
Troca de Pêlo: Mínima
Necessidade de Tosa: Não

Spitz Alemão ou Lulu da Pomerânia – Adestra Campinas

O Spitz Alemão Anão ou Pequeno, conhecido popularmente como Lulu da Pomerânia ou simplesmente Pomerânia, é uma raça de cães muito antiga. Porém seu reconhecimento oficial é relativamente recente, remontando ao século XIX.

O que mais chama atenção na raça é certamente sua exuberante pelagem, que atinge todo o seu esplendor por volta dos 2 anos de idade, extremamente abundante e armada. A raça possui ainda olhos amendoados e orelhas pequenas e pontiagudas, lembrando a aparência de uma raposa.

História

Descendentes dos cães de puxar trenó originários da Islândia e da Lapônia, seus ancestrais foram introduzidos na Inglaterra pela Rainha Vitória, no começo do século XIX, trazidos da região da Pomerânia na Alemanha – daí o nome popular da raça. Muito difundido na Europa e nos Estados Unidos da América, este cão foi o companheiro de Mozart, em Viena, enquanto compunha. Os exemplares primitivos possuíam ossatura mais pesada, orelhas maiores e não possuíam profusão de pelos, que caracteriza a raça hoje em dia.

Pedigree de um Spitz e os ascendentes

Os primeiros spitz eram empregados como hábeis condutores de gado por seu porte grande e pesado, porém, na Inglaterra, foram criados menores e mais leves, com pelagem copiosa. Atualmente os Lulus da Pomerânia ou Pomeranian nos EUA (AKC) são chamados oficialmente pelo sistema FCI (da qual o Brasil faz parte) de Spitz Alemão Anão. Em 1995 e 1996 a CBKC não registrou nenhum exemplar da raça. A raça foi re-introduzida no Brasil no final dos anos 90 principalmente pelo canil Love Blue[1], que importou diversas matrizes dos EUA, principalmente o macho “Starfire’s Thunder Wind” (veja ascendência na imagem do pedigree ao lado). Desde 2005 a popularidade da raça vem crescendo, registrando-se cada vez mais exemplares ao ano pela CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia).

Outras informações

O Spitz Alemão Anão/Pequeno precisa de cuidados para que a pelagem seja mantida em boas condições, mas nada que simples escovadelas 2x na semana não resolvam. O único cuidado é que a escova deve ser de aço, com cerdas retas e sem pinos nas pontas. As de cerdas retorcidas de Poodle não são indicadas, pois retiram muito sub-pelo impedindo a pelagem de armar.

Mesmo os banhos não precisam ser frequentes, bastando um a cada 40 dias para mante-los limpos e bonitos.

São extremamente dóceis por isso mesmo são considerados cães de companhia (Grupo 5 da FCI). Quanto ao temperamento, é um cão muito dócil, fácil de ser treinado, extremamente dedicado ao dono e capaz de ficar sozinho por horas.

Os filhotes passam por uma dramática troca de pelos ao redor dos 4 meses, a qual só termina por volta de 1 ano de idade, quando adquirem a esplendorosa pelagem de adulto (chegando ao ápice em torno dos 2 anos de idade).

Tamanhos

•Spitz lobo: 50 cm, pode ter uma variação para mais ou para menos de 5 cm, admite-se até 60 cm

•Spitz grande: 42 a 50 cm

•Spitz médio: 30 a 38 cm

•Spitz pequeno: até 29 cm

•Spitz anão: até 22 cm

Tamanho e peso segundo o padrão oficial

O Anão até 22 centímetros de altura na cernelha, acima disso é considerado Spitz Alemão Pequeno.
O peso varia de 1,5 kg a 5 kg, dependendo da varidade e sexo.

Golden Retriever – Adestra Campinas

Golden Retriever é uma raça de cães de origem britânica. Em inglês seu nome significa: Golden – dourado – Retriever – o que recupera.

Aparência

A pelagem é de tamanho médio, vai do dourado até o creme. Possui um porte atlético, constituição simétrica e harmoniosa, dorso curto com um tórax poderoso, costelas longas e bem arqueadas e linha superior do dorso direita. Cabeça e crânio equilibrados, com um stop pronunciado (chanfradura nasal, isto é, o desnível entre a testa e a base do nariz).

Parte superior da cabeça larga. Focinho forte, largo e comprido, com um comprimento semelhante ao do crânio. Nariz preto. Olhos castanho-escuro, bastante afastados, com bordos escuros. Orelhas de tamanho médio, implantadas mais ou menos ao nível dos olhos. Maxilar forte com perfeita oposição das duas maxilas. Membros anteriores direitos, membros posteriores fortes e musculados, sendo longa a parte inferior da coxa e o ângulo do corvilhão bem marcado. Os jarretes devem ser amplos e rectos, sem desvios.

O golden tem pés de gato, arredondados. A cauda está implantada á altura da linha dorsal e normalmente mantém-se nesta posição. Deve chegar até aos jarretes e não é curva na ponta. Os movimentos de cão são fortes, com boa cadência!

Temperamento

Seu temperamento é calmo. É excelente para atividades físicas como o agility, que é uma das formas que os proprietários tiveram para uma maior integração com seus cães, que estão sempre prontos a agradar e obedecer sem a necessidade do adestramento para os comandos básicos. Por ter um excelente olfato é muito usado para farejar drogas e como guia de deficientes visuais. Por ser um cão de temperamento equilibrado, pode com certeza ser criado em apartamentos apesar de ter porte grande. Para tanto sempre é necessario adquirir um Golden de um criador serio que tenha feito controle de temperamento. Além disso uma certa dose de exercício diário é importante para a raça.

Também poderá ser criado para a terapia. É atencioso, companheiro, carinhoso, inteligente e fiel

Bem-Estar

O golden retriever adapta-se bem a qualquer espaço inclusive apartamentos. É muito popular por ser dócil, amistoso com crianças, obediente e muito inteligente. É muito dócil com as crianças e com os seus donos. Bastante mimado não suporta a solidão durante muito tempo, se não habituado desde pequeno.Por vezes é preciso proteger o cão da criança de tão dócil que ele é. Adora comer, por isso convém ter cuidado para o cão não ficar obeso.É preciso se exercitar. Não apresenta quaisquer sinais de agressividade e tolera muito bem outros animais. Bastante inteligente, aprende facilmente qualquer ordem. Precisa ser ensinado desde pequeno para que não existam falhas em adulto.

História

A sua origem remonta aos tempos dos garimpeiros americanos, na altura da busca do ouro, pois estes cães denotavam uma excelente capacidade para detectar este metal. O seu nome vem exatamente da conjugação de ouro (gold) e busca (retrieve).

Golden Retrievers “foram desenvolvidos” na Grâ Bretanha em meados do século XIX, através de cruzamentos seletivos e bem elaborados pelo “pai da raça”, Sr. Lord Tweedmouth.

Ele usou para a formação da raça, Tweed – Water Spaniel (hoje extinta), Terra Nova, Setter Irlandês e segundo alguns (não comprovado) Bloodhound. Até 1952 a história “mais glamorosa” do inicio dos Goldens, que se contava era que em 1858, o Escocês Sir Dudley Majoribanks, mais tarde conhecido como Lord Tweedmouth, estava em visita à cidade inglesa de Brighton. Quando viu em um circo uma troupe de cães pastores Russos executar truques e performance que encantou o Britânico, ao qual de imediato tentou comprar um casal. O instrutor dos cães não venderia um par, reivindicando que este quebraria a troupe. Assim sendo Majoribanks comprou o lote, todo, oito cães, levando-os a sua propriedade, “Guisachan,” na Escócia, dando assim o inicio da raça.

O público amou a história mas em 1952, seus descendentes apresentaram registros produzidos de 1835 a 1890, não tendo nenhuma menção dos cães Russos. O senhor Tweedmouth iniciou o desenvolvimento do Golden em sua propriedade, perto de Inverness, na Escócia, bem perto do famoso Lago Ness; ele desejou desenvolver um cão que fosse leal e amável, contudo espirituoso e esperto, silencioso para não espantar a caça, que gostasse da água e com grande habilidade de recuperar sem dilacerar a presa.

Lorde tweedmouth foi em seu tempo um grande entusiasta da caça em seu pais, ao qual, encontrou no Golden a união de várias qualidades de outras raças de cachorros, que através de cruzamentos sistematizados alcançou esta bela raça.

Ao longo dos anos outras linhagens foram desenvolvidas até que chegou-se ao Golden conhecido hoje.

O primeiro Golden chegado ao Brasil foi Patrick, que tinha o nome de registro: Eldorado of Gold Leaf, sua proprietária Sra. Yvette Tobião o comprou de um canil na Califórnia. A partir daí a raça começou a se introduzir no País por mais dois canis no Rio de Janeiro e, hoje, por todo o país. A raça foi reconhecida em 1911.

Tido hoje como ótimo cão de companhia para quem gosta de cães de porte grande, o Golden é assim, um companheiro fascinante.

O Golden Retriever é uma graça, muito doceis, eles tem um ótimo comportamento e são muito agradáveis, além de serem muito manhosos são também muito confiaveis, seu melhor amigo.

Saúde

Como todo cão de caça o Golden é um cão resistente e como todo cão suscetível à alguns problemas como:

  • Displasia coxo-femural – detectada entre o 5º e 8º mês de idade, sempre antes dos 18 meses, cães com este problema não devem ser reproduzidos, evitando assim transtornos no futuro, e não colocando em risco a reputação do criador. A displasia pode ser agravada, caso o cão seja criado em um ambiente com piso escorregadio, onde suas patas traseiras fiquem abrindo lateralmente.
  • Atrofia progressiva da retina – detectada entre o 4º e o 8º ano de vida, pode levar a cegueira total ou parcial do animal, podem ser feitos exames oftálmicos depois dos 24 meses para prevenção.
  • Catarata e o Entrópio de pálpebras – pode aparecer à partir do 3º mês de idade.
  • Piodermite – pode ser por inúmeros fatores; distúrbios metabólicos, deficiências imunológicas, descontrole endócrino ou por processos alérgicos.

A maioria dos problemas pode ser evitado com o uso permanente de uma ração superpremium, desde os primeiros meses de vida.

Cuidados

A escovação semanal é necessária, sempre com a escova de pinus ou rasqueadeira, os ouvidos, por terem orelhas caídas devem receber atenção especial, limpe-os com uma solução específica, semanalmente

Nos banhos, dados com shampoo ou sabão próprios, deve ser bem enxaguado para que não fiquem resíduos e, com isso, não prejudique a pele do seu Golden. O uso de um bom condicionador para cães é indicado para amaciar o pelo.

Os Golden Retriver são os cachorros mais dóceis de todos, são muito espertos e adoram brincar. Nas competições são ágeis e obedientes, com as crianças são muito comportados e brincalhões. Seu peso vai de 30 kg até 40 kg, tendo sido porem registrado machos com grande porte de até 47 kg, o que não se considera desvio de padrão da raça, desde que as proporções fisicas estejam em harmonia. É extremamente recomendado que sua alimentação seja controlada, pois o sobrepeso agrava os malefícios da displasia.

Os Machos chegam a ter 56 a 61 cm As Femeas chegam a ter 51 a 56 cm.

Por que ter Golden Retriever

  • Por ser companheiro e amoroso.
  • Por ser extremamente obediente e inteligente.
  • Por ser alegre e resistente.
  • Pelo manejo simples.
  • Pelo temperamento fácil de conduzir.
  • Por acasalar e procriar com facilidade.
  • Por ser sujeito a poucos males graves.
  • Por ser longevo e chegar à velhice em bom estado.
  • Porque é um excelente cão de família.
  • Porque é afetuoso e sociável.
  • Porque é predisposto à obediência.

Quem não deve ter Golden Retriever?

  • Quem não tem tempo para o cão.
  • Quem se incomoda com pelo espalhado e queda de pelos, deve utilizar rações de boa qualidade.
  • Quem quer um cão que sirva para guarda.
  • Quem não pode dar atenção para o cão.
  • Quem não quer correr o risco de ter um cão displásico deve procurar cães com boa procedência.
  • Quem não puder proporcionar exercício e manejo correto.
  • Quem não tem tempo para interagir com o cão.
  • Quem não tem dinheiro para arcar com eventuais despesas médicas.

Cães difíceis de domesticar! Aprenda sobre…

De certeza que quando o levou para a sua familia, pensou que ele seria um belo companheiro que ía buscar-lhe os chinelos ao quarto, aquecia-lhe os pés à noite e levava os seus filhos à escola… mas em vez disso não o liga nenhuma, arranha-lhe a perna, estraga-lhe os sapatos e rosna aos seus filhos. Muitas familias abandonam os seus cães quando isto acontece, o que é totalmente errado. Em vez de o abandonar, ajude-o a melhorar. De certeza que se o seu filho de oito anos fosse muito rebelde, não o regenava. Aqui vão algumas dicas para ajudar alguns donos a domesticar cães dificeis de lidar.

Dedique mais tempo

O seu animal de certeza que não percebe do aborrecimento que lhe está a causar, por isso ajude-o a melhorar. Dei-lhe carinhos, ralhe quando faz coisas más, agradeça-lhe quando faz coisas boas e nunca lhe cause dor. A dor só gera medo e ódio. Dedique mais tempo ao seu animal, cuide dele quando ele precisa e nunca lhe ignore. Leve-o ao veterinário a fazer um check-up, já que o seu comportamento pode ser devido a um problema de saúde (como por exemplo “Raiva”).

Informe-se

Se não tem a certeza do que se passa, informe-se. Peça conselhos a um veterinário ou treinador, leia artigos nas revista, livros e / ou na Internet. Se comprou o seu animal numa loja de animais, então vá a essa mesma loja e informe o seu vendedor da pequena peste. De certeza que não será a primeira vez que o vendedor toca no assunto, e ele irá ajudá-lo a resolver o problema na melhor forma.

Cão dificeis de domesticarTreine-o melhor

Se você nunca treinou o seu animal, então muito provavelmente seja esse o problema. Um bom treino disciplina bem qualquer cão. Se o treina mas não vê resultados, o problema pode ser do próprio treino que você lhe está a dar. Mude as condições do seu treino, ou arranje alguem que o faça. Muitos hotéis e escolas de animais ajudam bastante.

Ame o seu animal, e ele irá amá-lo!

Lembre-se que dar amor e carinho é muito importante em qualquer relação (canina – humana ou não). Não o castigue sempre que ele faça algo do seu desagrado, e principalmente não lhe bata. Quem sabe se a única coisa que o seu animal quer é um amigo, e tudo o que ele faz é apenas para chamar a sua atenção.

Resumindo e concluindo, se você não quer / pode perder tempo com o seu cão, e não tem ninguem que possa tomar conta dele, então o melhor é dá-lo a outra pessoa. Se gosta realmente dele, procure dar-lhe uma vida melhor.

Pug – Adestra Campinas

O Pug é uma raça de cão de companhia originária da China. Era uma raça de realezas.

Aparência

Essa raça tem características marcantes, como focinho achatado, e rabo em espiral. Seu porte é pequeno, e seu peso ideal está entre os 6,3 a 11,5 Kg. A pelagem do seu musculoso corpo é fina, lisa, macia e curta. A cor é prateado, abricó-castanho ou preto. O Pug tem um grande charme e boa disposição. Seus olhos são grandes, de formato globular; sua expressão doce e alerta. O Pug pode medir de 25 a 28 cm de altura.

É incapacitado de viagens longas e cansativas, pois seu focinho achatado dificulta sua respiração, que normalmente é ofegante.Devido a este focinho, não suporta ficar em locais quentes e abafados, podendo vir a falecer rapidamente.

Temperamento

Bastante fiel ao dono, torna-se facilmente um companheiro inseparável, na verdade, acompanha-o para todo o lado mesmo sem ser convidado. O Pug demonstra-se extremamente sociável e rapidamente se enquadra e adapta a ambientes e pessoas estranhas. É considerado uma das raças mais dóceis.

Outra característica diferenciadora é o seu latido: som emitido, muito parecido com um roncar, é intervalado por grunhidos como se o cão estivesse engasgado. No entanto, quando quer comunicar-se com alguém, o som torna-se mais agudo e longo. De acordo com o livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, o Pug encontra-se na 53ª posição entre as raças pesquisadas no quesito Inteligência a Adestramento e Obediência a Comandos.

A expectativa de vida do Pug varia entre cerca de 13 a 15 anos.

História

De origem chinesa, o PUG foi levado à Holanda por volta do século XVI pela Companhia Mercante de Navegação Holandesa, dita Companhia das Índias, e foi bastante apreciado pelas damas da sociedade como cão de colo. Depois chegou à Inglaterra que o adotou e mais tarde redigiria o seu padrão. Antes, porém, no início do século XVII, já era difundido em vários países europeus como Itália, França, Espanha e Alemanha. Sempre tido como animal de estimação da nobreza e alta sociedade, sua trajetória remonta os episódios com Napoleão Bonaparte, Willian the Silent, o rei da Holanda e mais recentemente com o Duque de Windsor.

Sem o aviso de um pequeno Pug, Willian teria morrido nas mãos dos espanhóis. O latido de alerta do cão avisou sobre a invasão e salvou uma vida real. O Pug tornou-se o cão oficial da corte, e o túmulo de Willian exibe, além dele, seu querido cão de estimação.

Contudo, sua origem permanece menos certa que os serviços que presta. Ele pode ter ascendência asiática ou européia e o nome provavelmente pode se referir a um tipo de sagüi de aparência (também chamado de Pug).

Possui também outros nomes como por exemplo: Mops do verbo “Moppen” que significa “de aspecto franzido”, na Alemanha.

Os ingleses o batizaram de Pug ou “Pug-Dog”, isto é “coisa diminuta”, “cão diminuto”.

O nome Carlino ou Carlini foi usado pela primeira vez na França, pelo aspecto cômico, curioso e mal-humorado ao mesmo tempo, que lhe conferem as rugas e a pigmentação particular do rosto, o nome de um ator, célebre no papel de Arlequim, com o qual o rosto redondo, com mascara preta, revelava certa afinidade.

No Brasil a difusão da raça ainda é muito pequena, mas basta que seja um pouco divulgada para demonstrar seu potencial de carisma que há muito já foi descoberto pelo mundo.

Weimaraner – Adestra Campinas

Weimaraner ou Braco de Weimar (também conhecido por Fantasma Prateado)ou como nick é um cão de alguns séculos, pois já aparece numa pintura de Van Dyck do século XVII. Sua origem é contraditória, mas seu país de origem é considerado a Alemanha.

Aparência

Fisicamente, é um cão de porte médio-pesado e formas bonitas. Com altura de 59 a 70 centímetros, cabeça larga, nariz rosado escuro, focinho longo e forte, stop mínimo, orelhas largas e compridas, olhos de cor âmbar, cauda cortada em 4 cm nos países que permitem essa prática. Seus membros são longos e musculosos, o pêlo é fino e pode ser curto ou longo, nas cores cinza prateado (o mais comum), cinza-cervo ou cinza-rato.[1] O corpo é musculoso, balanceado e gracioso, com movimentos rápidos e leves. A cabeça possui crânio largo, com focinho quadrado, olhos afastados e orelhas longas, largas, arredondadas e caídas. A cauda é cortada. Os membros são retos e fortes, porém não são largos.

Temperamento

Seu temperamento é vivo, sincero, afetuoso e alegre. É um cão que pode ser utilizado em todo tipo de caça. Este cão é extremamente fiel, se bem treinado, gosta muito de correr e brincar, não é agressivo, e é meigo com as crianças. Ele tem uma paciência incrível com todos da casa. É um cão que não tolera ficar muito tempo no canil. Alguns weimaraner ladram muito e escalam cercas. São ótimos caçadores. Muito dócil, mas sabe proteger o dono e seu ambiente, quando necessário. É também desportivo e versátil, pois tem boa resistência física. Curioso, é dotado de uma habilidade única para imitar os movimentos humanos como, por exemplo, abrir trincos e maçanetas para fugir de casa.

Curiosidades

O Presidente Eisenhower possuía um exemplar, que foi o segundo cão a entrar na Casa Branca. Quando pequenos nascem com a coloração dos olhos verdes ou azuis.Quando ficam maiores seus olhos ficam com a coloração âmbar.

Origem

A sua origem é a Alemanha. É uma raça muito antiga e não se sabe precisar exatamente quando surgiu. Há pinturas de 1600 retratando cães da raça.[carece de fontes?]

São quatro as versões aceitáveis para a origem do Weimaraner. A primeira diz que a raça surgiu a partir do cruzamento do Saint Hubert, alguns Hounds Franceses, do Pointer Pêlo Curto, do Pointer Espanhol, do Bloodhound e do German Schweisshunds. Outra versão considera que a raça foi criada a partir de Hounds Alemães. Uma terceira versão afirma que são resultantes de alguma variação do Pointer Alemão Albino. A última versão, e a mais aceita, é que estes cães foram criados pelo Grão Duque Karl August de Weimar, na Alemanha, através do cruzamento de um determinado Pointer Amarelo e de um Pointer Comum. Sabe-se que eram muito apreciados no século XIX, na corte de Weimar. O Weimaraner foi introduzido nos Estados Unidos nos anos 1940 e é conhecido lá como Silver Ghost ou Fantasma Cinza.[carece de fontes?]

Aptidão

Inicialmente era usado para caçar ursos, lobos e felinos. É um exímio caçador. Possui uma mordida macia, leve e muito firme, bastante apreciada pelos caçadores. Atualmente, é mais usado como cão de companhia e para caça de aves.

Expectativa de vida

A expectativa de vida do Weimaraner varia de 12 a 14 anos.

Fila Brasileiro – Adestra Campinas

O fila brasileiro é uma raça de cão de grande porte desenvolvida no Brasil. São usados frequentemente como cães de guarda e cão boiadeiro. Pertencem à categoria dos Molossóides, ao lado de raças como o boxer, e buldogue, dentre outros. É uma das 10 raças brasileiras conhecidas. As outras são o buldogue campeiro, dogue brasileiro, ovelheiro gaúcho, terrier brasileiro, veadeiro pampeano, rastreador brasileiro, podengo crioulo, galgo da campanha, barbudo e sua versão menor, o barbudinho.

Características

Primeira raça brasileira a ser reconhecida internacionalmente pela FCI, o Fila Brasileiro é um personagem da história do Brasil desde os tempos do descobrimento, quando ajudou os colonizadores na conquista de nosso território. Hoje esta raça retorna ao seu posto de orgulho da criação nacional ao ganhar campeonatos mundiais representando o Brasil.

O fila brasileiro teve seu apogeu nas décadas de 1970 e 1980, quando era a raça nacional com maior número de registros. Nesta mesma época começaram muitas mestiçagens, com Mastins napolitanos e também com dogues alemães e mastiffs, e assim passaram a ocorrer as primeiras mudanças em seu padrão oficial (1984). A mais marcante mudança foi a decisão dos criadores da época de abrandar o temperamento agressivo que, de certa forma, era exaltado no padrão anterior. Uma escolha que hoje em dia é rejeitada, acredita-se que o fila é um cão necessariamente com ojeriza a estranhos, mas muito dócil com a família e crianças.

Seu porte e o andar quase felino são suas características físicas mais marcantes. O Fila Brasileiro também é conhecido pela fidelidade e devoção extremas ao dono, características comportamentais mais desejadas como um cão de guarda.

Histórico

Muito se fala sobre as raças que deram origem ao fila brasileiro, porém, estudos comprovam que a intervenção do homem no aperfeiçoamento da raça dividiu igual importância com as árduas condições encontradas pelos primeiros filas brasileiros em nossa história. Eles eram obrigados a desempenhar as mais variadas funções junto aos colonizadores, como guarda, caça, proteção contra animais selvagens, pastoreio e companhia… “Fiel como um Fila” é um provérbio que representa bem a melhor característica da raça.

A teoria mais aceita atualmente é a que reconhece que, durante o período de colonização portuguesa, muitos cães foram trazidos dos Açores pelos colonos. Estes cães pertenciam à raça fila de terceira ou fila terceirense. Os primeiros cães foram cruzados com outras raças como o bloodhound, o mastife e o antigo buldogue, também chamado Doggen Engelsen.

A primeira aparição da raça em exposições ocorreu no ano de seu reconhecimento pela FCI (Federação Cinológica Internacional), 1946, em um evento do Kennel Clube Paulista. Nesta ocasião, dois exemplares (chamados Bumbo da Vila Paulista e Rola da Vila Paulista) inauguraram a participação do Fila.

Hoje, o reconhecimento da criação nacional vem através dos títulos obtidos em competições por todo o mundo.

Perfil clínico

As doenças que mais comumente afetam esta raça estão ligadas a seu porte. São elas:

  • Displasia coxo-femural

Alteração física de caráter hereditário na articulação entre o fêmur e a bacia do cão, que causa problemas de locomoção, dor e incômodo ao animal.

  • Torção gástrica

Caracteriza-se pela torção do estômago, causando compressão da circulação na região abdominal. Pode levar à morte, se o cão não for operado o mais rápido possível.

Resumo das características

Nacionalidade: Brasil

Classificação: Guarda

Grupo FCI: 2

Grupo AKC: 8

Porte: Grande

Temperamento: Dominante, possui aversão a estranhos

Treinabilidade: Rigoroso

Grau de Proteção: Grande

Espaço Necessário: Grande

Altura: machos: 65 a 75 cm. fêmeas: 60 a 70 cm.

Peso: Machos: no minimo 50 quilos, geralmente 70 quilos. Fêmeas: no minimo 40 quilos.

Nível de Energia: Médio

Duração Exercícios Diários: 45 min.

Cor: o branco, cinza rato, malhado, manchetado, preto e canela e azul são cores não permitidas. São permitidas todas as cores sólidas, tigradas de fundo nas cores sólidas, com rajas de pouca intensidade até os fortemente rajados, podendo ou não apresentar máscara preta. Em todas as cores permitidas, admitem-se marcações brancas nos pés, peito e ponta da cauda. Indesejáveis as manchas brancas no restante da pelagem.

Tipo de Pelo: curto

Troca de Pelo: Moderado

Necessidade de Tosa: Não

Fox Paulistinha ou Terrier Brasileiro – Adestra Campinas

Fox Paulistinha ou Terrier brasileiro é uma raça de cão desenvolvida no Brasil, tipo terrier de porte médio. É uma das 10 raças brasileiras conhecidas. As outras são o Buldogue Campeiro, Dogue Brasileiro, Ovelheiro Gaúcho, Fila Brasileiro, Veadeiro Pampeano, Rastreador Brasileiro, Podengo Crioulo, Galgo da Campanha, Barbudo e sua versão menor Barbudinho.

História

O Terrier Brasileiro ou Fox Paulistinha como também é chamado é a segunda raça de cão originalmente brasileira, sendo a primeira o Fila Brasileiro.

Não se tem certeza de suas origens, uma das hipóteses é que descendem dos Fox Terrier de Pelo Liso, Jack Russell Terrier e cães de fazenda brasileiros. Há outra hipótese, bem forte, de que cães de tipo Terrier, sem precisão de raça definida, viajavam como caçadores de ratos em navios mercantes, principalmente nos ingleses, desde o século XIX. Acredita-se que o Terrier Brasileiro é originado do acasalamento destes cães. Estes mesmos cães teriam dado origem a outras raças como o Jack Russel, o que justificaria a similaridade física entre as raças.

Tendo o mesmo padrão desde 1920, a primeira tentativa de reconhecimento ocorreu em 1964, mas pelo baixo número de registros o processo foi cancelado. Depois de muito trabalho por parte de alguns criadores, a raça recebeu o reconhecimento provisório em 1995 e o definitivo em 2006. Esse processo é feito pela FCI (Federação Cinológica Internacional), com sede na Bélgica e que tem uma série de regras a serem cumpridas antes do reconhecimento definitivo (como comprovar ausência ou controle de doenças genéticas, número mínimo de exemplares sem parentesco próximo, ninhadas que nasçam homogêneas, etc).

O Terrier brasileiro foi adaptado tanto ao campo como ao meio urbano, onde teve a importante função de guardar as mercadorias dos armazéns da ação predatória de roedores. No meio rural, também com eficiência, passou a desempenhar atividades de caça e pastoreio de rebanhos.

Temperamento

De temperamento alegre e cheio de energia, o Fox Paulistinha é ágil, inteligente e muito adestrável, comum em apresentações caninas.

Ótimo para companhia de crianças por seu comportamento brincalhão, sempre alerta, forte e leal. Mansos com a família costumam estranhar desconhecidos e cuidar de seu território(tem agressividade baixa com os donos e alta com os desconhecidos).

Como os terriers, essa raça se desenvolve bem fazendo tanto o papel de cão de companhia até cão de alarme e caça de pequenos roedores. Porém é preciso ser firme para o treinamento pois esta raça é muito independente. Não tem medo de cães maiores e sabe se defender muito bem. Se dá bem na criação conjunta de outros cães.

O Terrier Brasileiro é originalmente um cão de caça de pequenos roedores, portanto é um cão independente pois não precisa de comandos para realizar seu trabalho. Em casa ele é um cão de guarda e alarme, sempre atento com tudo que acontece ao seu redor.

Com a família é extremamente carinhoso e ótima companhia, mas é arredio com estranhos. Com crianças é preciso um pouco de cuidado pois em geral o Terrier Brasileiro não é muito tolerante, tem forte instinto de matilha e costuma obedecer apenas a um líder. É um cão de temperamento forte como todo terrier e precisa ser educado desde filhote.

Padrão

Não exige muitos cuidados.

É um cão de pelo curto, os machos devem ter entre 35 e 40 cm e fêmeas entre 33 e 38 cm (na cernelha), pesando até 10 kg, robusto e de personalidade independente. Sempre é de coloração tricolor. O corpo tem fundo branco,com marcações pretas, marrons (fígado) ou azuis (cinza) salpicadas. A cor canela (tan – uma espécie de bege) pode ser encontrada entre a cor branca e a outra cor e/ou salpicada em pequenas pintas (bem pequenas) nos membros dianteiros (“braços”). A ausência do tan no corpo é permitida, bem como a segunda cor (preta, marrom ou azul) formar uma “capa” por cima do dorso.

A cabeça tem uma máscara preta, cinza ou marrom com pelagem canela ao redor da boca, sobrancelhas e na região interna e borda das orelhas. Pode haver (não é obrigatório) marcações brancas no focinho e no alto da cabeça, mas estas devem ser o menor e mais simétricas possível.

Orelhas pendentes e triangulares, olhos castanho-escuros, o mais escuros quanto possível nos pretos, e verdes, castanhos ou até azuis nas outras cores. Peito amplo com formato de “barril”, não sendo esgalgado, como nos galgos.

Cauda íntegra, podendo nascer sem cauda ou com cauda curta em algumas linhagens. O corte por estética não é mais permitido.

Saúde

O Terrier Brasileiro é uma raça muito robusta que não apresenta nenhuma tendência para doenças, sendo necessário somente cuidado com os parasitas como carrapatos, pulgas e fungos.

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