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Fila Brasileiro – Adestra Campinas

O fila brasileiro é uma raça de cão de grande porte desenvolvida no Brasil. São usados frequentemente como cães de guarda e cão boiadeiro. Pertencem à categoria dos Molossóides, ao lado de raças como o boxer, e buldogue, dentre outros. É uma das 10 raças brasileiras conhecidas. As outras são o buldogue campeiro, dogue brasileiro, ovelheiro gaúcho, terrier brasileiro, veadeiro pampeano, rastreador brasileiro, podengo crioulo, galgo da campanha, barbudo e sua versão menor, o barbudinho.

Características

Primeira raça brasileira a ser reconhecida internacionalmente pela FCI, o Fila Brasileiro é um personagem da história do Brasil desde os tempos do descobrimento, quando ajudou os colonizadores na conquista de nosso território. Hoje esta raça retorna ao seu posto de orgulho da criação nacional ao ganhar campeonatos mundiais representando o Brasil.

O fila brasileiro teve seu apogeu nas décadas de 1970 e 1980, quando era a raça nacional com maior número de registros. Nesta mesma época começaram muitas mestiçagens, com Mastins napolitanos e também com dogues alemães e mastiffs, e assim passaram a ocorrer as primeiras mudanças em seu padrão oficial (1984). A mais marcante mudança foi a decisão dos criadores da época de abrandar o temperamento agressivo que, de certa forma, era exaltado no padrão anterior. Uma escolha que hoje em dia é rejeitada, acredita-se que o fila é um cão necessariamente com ojeriza a estranhos, mas muito dócil com a família e crianças.

Seu porte e o andar quase felino são suas características físicas mais marcantes. O Fila Brasileiro também é conhecido pela fidelidade e devoção extremas ao dono, características comportamentais mais desejadas como um cão de guarda.

Histórico

Muito se fala sobre as raças que deram origem ao fila brasileiro, porém, estudos comprovam que a intervenção do homem no aperfeiçoamento da raça dividiu igual importância com as árduas condições encontradas pelos primeiros filas brasileiros em nossa história. Eles eram obrigados a desempenhar as mais variadas funções junto aos colonizadores, como guarda, caça, proteção contra animais selvagens, pastoreio e companhia… “Fiel como um Fila” é um provérbio que representa bem a melhor característica da raça.

A teoria mais aceita atualmente é a que reconhece que, durante o período de colonização portuguesa, muitos cães foram trazidos dos Açores pelos colonos. Estes cães pertenciam à raça fila de terceira ou fila terceirense. Os primeiros cães foram cruzados com outras raças como o bloodhound, o mastife e o antigo buldogue, também chamado Doggen Engelsen.

A primeira aparição da raça em exposições ocorreu no ano de seu reconhecimento pela FCI (Federação Cinológica Internacional), 1946, em um evento do Kennel Clube Paulista. Nesta ocasião, dois exemplares (chamados Bumbo da Vila Paulista e Rola da Vila Paulista) inauguraram a participação do Fila.

Hoje, o reconhecimento da criação nacional vem através dos títulos obtidos em competições por todo o mundo.

Perfil clínico

As doenças que mais comumente afetam esta raça estão ligadas a seu porte. São elas:

  • Displasia coxo-femural

Alteração física de caráter hereditário na articulação entre o fêmur e a bacia do cão, que causa problemas de locomoção, dor e incômodo ao animal.

  • Torção gástrica

Caracteriza-se pela torção do estômago, causando compressão da circulação na região abdominal. Pode levar à morte, se o cão não for operado o mais rápido possível.

Resumo das características

Nacionalidade: Brasil

Classificação: Guarda

Grupo FCI: 2

Grupo AKC: 8

Porte: Grande

Temperamento: Dominante, possui aversão a estranhos

Treinabilidade: Rigoroso

Grau de Proteção: Grande

Espaço Necessário: Grande

Altura: machos: 65 a 75 cm. fêmeas: 60 a 70 cm.

Peso: Machos: no minimo 50 quilos, geralmente 70 quilos. Fêmeas: no minimo 40 quilos.

Nível de Energia: Médio

Duração Exercícios Diários: 45 min.

Cor: o branco, cinza rato, malhado, manchetado, preto e canela e azul são cores não permitidas. São permitidas todas as cores sólidas, tigradas de fundo nas cores sólidas, com rajas de pouca intensidade até os fortemente rajados, podendo ou não apresentar máscara preta. Em todas as cores permitidas, admitem-se marcações brancas nos pés, peito e ponta da cauda. Indesejáveis as manchas brancas no restante da pelagem.

Tipo de Pelo: curto

Troca de Pelo: Moderado

Necessidade de Tosa: Não

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